Rock in Rio-Lisboa 2018 - dia 23 Junho

Rock in Rio, o festival que se assume como familiar e avesso a grandes transgressões.

Um cartaz transversal que pisca o olho a vários tipos de público, algo para as massas, algo para um público mais eclético, não descurando as faixas etárias mais jovens, com nomes como “Bruno Mars”, “Demi Lovatto”, que coabitam no cartaz com nomes como “Muse” e “The Chemical Brothers”.

Sábado, 23 de Junho, primeiro dia da oitava edição do Festival Rock in Rio em Lisboa.

Emoções ao rubro, expectativa para ver o recinto, os vários palcos, as “barraquinhas”, as actividades, etc. Sim, porque este festival para além da música proporciona também um verdadeiro parque de diversões, diversos jogos, um carrossel roda gigante, slide na colina do parque com direcção ao palco principal, bem como, a febre dos souvenirs e uma miríade de actividades.

Os cabeças de cartaz foram os britânicos “Muse”. Reincidentes no festival Rock in Rio, esta é a terceira vez que actuam no festival, e apesar de não editarem um albúm novo desde 2015 continuam a ser considerados por muitos a melhor banda do mundo ao vivo. Não desiludem. Continuam épicos ao vivo, boas músicas, boas letras, irrepreensivelmente interpretadas, bom espectáculo cénico, um verdadeiro fogo de artificio, como o que antecedeu o concerto propriamente dito.

Público variado, nacionais e estrangeiros, faixas etárias transversais, todos a entoar as letras das músicas com a banda. Já em prenúncio do novo album, que pretendem editar ainda este ano, interpretaram a nova “Thought Contagion” que foi bem recebida pelo público.

Hinos como “Supermassive Black Hole”, “Plug in Baby” e “Time is running out” fizeram as delícias do público. Um desfilar de canções encorpadas e ricas, apocalipticas e veneradas das quais nunca nos cansamos.

Regressados ao palco para um Encore interpretam, da forma intensa a que nos habituaram, as faixas “Take a bow”, “Uprising” e terminaram com a habitual “Knights of Cydonia”. No fim do concerto estamos de peito cheio e sorriso nos lábios, os “Muse” deixam-nos sempre assim.

Referência também para os britanicos “Bastille” que tem um disco novo a sair e para as Haim as irmãs de Los Angeles que também marcaram presença no palco mundo antes de Muse.

Bastille trouxeram o seu habitual indie rock . O concerto serviu para promover o seu último álbum “Wild World” e permitiu visitar os hits da banda. O vocalista Dan Smith tem uma boa voz, harmoniosa, ampla e rica à qual não ficamos indiferentes e teve uma boa interacção com os espectadores. Fez questão de dizer algumas palavras em português, para além do habitual “obrigado Lisboa”, como seja “saltem” para estimular o público.

“World Gone Mad”, “These Streets”, “The Silence” foram alguns dos temas tocados. Oportunidade também para a novissima “Quarter pass midnight” do novo álbum antes da qual Dan Smith pediu ao público para fingir que já tinham ouvido. Lugar também para os hits “Things we lost in the fire”, ”Bad Blood” e “ The Currents” que valeu uma referência política a Donald Trump.

Haim, as irmãs de Los Angeles, California vieram à cidade do rock trazer músicas dos seus dois álbuns de estúdio já editados “Days are Gone “ e o novo “Something to tell you”.

“Forever”, “Falling”, “The wire”, “Little of your love” e “Ready for you” foram alguns dos temas que trouxeram ao público. Possuidoras de um som pop rock retro, com referências a Bangles e Fleetwood Mac, deram um bom concerto, multifacetadas no recurso aos instrumentos e muito dinâmicas e expressivas.

Referência também para a presença do autor português Diogo Piçarra a quem coube a responsabilidade de abrir o palco mundo.

Texto: Carla Cruz
Fotografia (em actualização): Rúben Viegas

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