Arch Enemy: em Lisboa e Porto

ARCH ENEMY - MAIO 2015

Arch Enemy

21 de Maio - PARADISE GARAGE (Lisboa)
22 de Maio - HARD CLUB - SALA 1 (Porto)
Abertura de portas: 20h00 - Início do espetáculo: 21h00
1ª parte: Unearth + Drone

Aquele momento em que uma banda muda de vocalista traz consigo uma inevitável enxurrada de questões. Será que o novo elemento vai ser tão competente como o anterior? Será que a banda vai continuar a escrever música capaz de fazer jus ao fundo de catálogo? Será que o novo ou a nova vocalista vai acrescentar algo válido à equação? São tudo dúvidas válidas, sendo que as coisas tomam contornos ainda mais dramáticos quando se fala de um nome estabelecido e com o estatuto de uns ARCH ENEMY e de uma personalidade tão icónica como Angela Gossow – que, atrás do microfone de um dos mais visíveis e aplaudidos porta-estandartes do death metal melódico atual, se transformou na embaixadora da força feminina na música extrema. No entanto, ao ouvir «War Eternal», o 10.º álbum do super-projeto liderado por Michael Amott, percebe-se que, apesar de jovem, Alissa White-Gluz já não tinha grande coisa a provar quando se juntou à banda sueca. Não é, por isso, de estranhar que, de um só golpe, a ex-líder dos The Agonist tenha respondido a todas as questões que lhe endereçaram com um reverberante e poderoso “sim”. Agora, o quinteto vai mostrar ao público português o ótimo momento de forma que atravessa, ao estrear a nova formação em solo nacional nos dias 21 e 22 de Maio, no Paradise Garage e Hard Club, em Lisboa e no Porto respetivamente.

Formado por Michael Amott (que, na altura, já tinha estabelecido uma reputação sólida a tocar com os Carnage, Carcass, Candlemass ou Spiritual Beggars) e pelo seu irmão mais novo, Christopher, os ARCH ENEMY pretendiam, desde o início, apresentar-se como uma super-banda capaz de dominar o mundo do metal. É precisamente o que têm feito durante as duas últimas décadas, apoiados numa abordagem direta ao death metal sueco de inspiração clássica e num balanço demolidor, que lhes tem permitido escrever música tão intensa e virtuosa quanto acessível e antémica. No fundo de catálogo dos suecos figuram alguns dos títulos essenciais do death metal moderno, da abordagem mais visceral de discos mais antigos como «Black Earth» e «Burning Bridges» às demonstrações do poderio sonoro do grupo que são lançamentos mais recentes como «Anthems Of Rebellion», «Rise Of The Tyrant» ou «Khaos Legions». Ao longo dos anos o projeto sofreu as inevitáveis flutuações de formação, mas conseguiu manter o núcleo duro – formado pelo Amott mais velho, Sharlee D'Angelo no baixo e Adrian Erlandsson na bateria – intacto e soube sempre como aproveitar estas mudanças para catapultar novos passos em frente na sua rota de evolução.

Os ARCH ENEMY cresceram exponencialmente quando, num momento de génio, Michael Amott decidiu contratar a alemã Angela Gossow para substituir Johan Liiva antes da gravação de «Wages Of Sin». Além disso, a cada vez que Christopher Amott decidiu afastar-se – a última vez em 2012, de forma permanente – não parece ter sido complicado encontrar músicos tão ou mais talentosos para ocupar o seu lugar e, mais recentemente, quando Gossow abandonou, o Amott mais velho não demorou muito tempo a encontrar uma escapatória para uma situação que, para um músico com menos visão, poderia ter sido fatal. Pouco interessado em reformar-se numa ilha tropical, onde poderia ficar a ver um bonito pôr do sol rodeado pelos seus discos favoritos de Michael Shenker até à eternidade, o talentoso sueco tomou uma vez mais o destino da banda nas suas mãos. Dezanove anos, dez álbuns, reconhecimento em larga escala e incontáveis voltas ao globo depois, «War Eternal» (de 2014) provou que o quinteto – que agora conta também com Jeff Loomis, ex-Nevermore, como segundo guitarrista – continua tão motivado e inspirado como sempre. Com a muitíssimo versátil Alissa White-Gluz a comandar as tropas, passaram os últimos meses a mostrá-lo, ao vivo e a cores, perante plateias totalmente esgotadas na Europa, nos Estados Unidos, na Ásia e no Japão.

Os bilhetes para o concerto custam 23€, à venda nos locais habituais. Reservas: Ticketline (1820 -http://www.ticketline.sapo.pt). Em Espanha: Break Point.


BIOGRAFIA ARCH ENEMY:
Incluindo na sua formação de luxo os guitarristas Mike e Chris Amott (que têm no currículo bandas como Carnage, Carcass, Spiritual Beggars, Candlemass ou Armageddon), o baixista Sharlee D'Angelo (ex-Mercyful Fate, King Diamond, Witchery e Dismember) e o baterista Daniel Erlandsson (ex-In Flames e Eucharist), os Arch Enemy juntaram-se em 1996 e, na primeira fase da sua carreira, deram que falar com três excelentes discos e atuações poderosas. «Black Earth» (de 1997), «Stigmata» (de 1998) e «Burning Bridges» (de 1999) são três das pedras basilares do melodeath, fusão perfeita de melodia e agressividade, que os colocaram no topo do género muito rapidamente. No entanto, foi no momento em que se separaram do vocalista Johan Liiva e começaram a trabalhar com alemã Angela Gossow que revelaram finalmente todo o seu esplendor e conquistaram uma legião de fãs invejável.

«Wages Of Sin», de 2001, produzido por Fredrik Nordström e misturado por Andy Sneap, revelou-se uma surpresa e muita gente nunca tinha ouvido nada assim. Os Arch Enemy não foram a primeira banda extrema com uma mulher a ocupar o lugar de vocalista, mas foram eles (e ela) que conseguiram que o conceito fosse aceite de forma mais global, dando origem a toda uma tendência que tem tido ampla expansão e aceitação nos últimos anos. O impacto fez-se sentir; e de que maneira. Aplaudido a nível mundial pelo público e pela crítica, o quinteto viu-se catapultado para as capas das revistas da especialidade e o disco encabeçou muitas das listas dos melhores de 2001. Estavam abertas as portas para encetarem a sua campanha de conquista mundial, que os levou ao Beast Feast no Japão e ao Milwaukee Metalfest e New England Metal & Hardcore Festival nos Estados Unidos, território onde fizeram uma digressão de suporte aos Nile e, logo de seguida, outra como headliners.

Aproveitando o embalo e sem perder muito tempo, o grupo voltou ao ataque com «Anthems Of Rebellion», em 2003. O segundo disco com Angela na voz viu-os crescer ainda um pouco mais, sendo de imediato descrito como uma obra-prima dentro do estilo e, além de os ter visto subir mais um degrau em termos de exposição, transformou-se num marco histórico para quem o editou. Teve a entrada mais alta de sempre no SounScan norte-americano durante a primeira semana de vendas e, atualmente, mantém-se como um dos lançamentos que mais cópias vendeu na história da conceituada Century Media. As críticas não se fizeram esperar, unânimes. Notas máximas na Alternative Press e na Kerrang!, #1 para os leitores da Metal Maniacs no balanço de 2003, tours de alto calibre ao lado dos Hatebreed e Cradle Of Filth e dos lendários Iron Maiden e Slayer.

Dois anos depois, mais uma vez com a ajuda preciosa de Andy Sneap, «Doomsday Machine» fez o que, na altura, parecia impossível. No topo daquilo que se pensava ser o auge de carreira, o álbum estreou-se no #87 do Top 200 da Billboard e já ultrapassou as 90,000 cópias vendidas só nos Estados Unidos. Os Arch Enemy transformavam-se num fenómeno, aplaudidos por publicações mais mainstream como a Billboard e a Revolver. Continuaram as digressões do outro lado do Atlântico. Mesmo com um percalço pelo caminho – o Amott mais novo esteve afastado do grupo, sendo temporariamente substituído por Fredrik Åkesson – a banda manteve-se estoicamente na sua posição, subindo mais um degrau com o lançamento de «Rise Of The Tyrant», em 2007.

No ano seguinte decidiram captar a energia dos seus concertos no lançamento ao vivo «Tyrants Of The Rising Sun» e, já em 2009, voltaram ao estúdio para regravar alguns temas da primeira fase com Angela na voz. «The Root Of All Evil» manteve os fãs atentos e, em 2011, os cinco músicos voltaram aos originais com o explosivo «Khaos Legions». Seguiu-se mais uma tour mundial esgotada, a derradeira saída do Amott mais novo (substituído numa primeira fase por Nick Cordle e, mais recentemente, por Jeff Loomis) e, em Março de 2014, o surpreendente afastamento de Angela Gossow do lugar de vocalista para se dedicar ao agenciamento do grupo.

Ao contrário do que se poderia esperar, a banda não demorou muito a recuperar de um golpe que podia ter sido fatal e foi já com Alissa White-Gluz, ex-The Agonist, que gravou «War Eternal». O álbum revelou-se um enorme sucesso, sendo aclamado “Álbum do Mês” em revistas como a Terrorizer, a Metal Hammer, a Rock Hard, a Metallian ou a Scream, e subindo ainda um pouco mais alto nas tabelas de vendas dos Estados Unidos, Alemanha, Finlândia, França e Holanda.

Website: Arch Enemy

Press release: Prime Artists

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