| RIVERSIDE |
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| 30 Outubro - Paradise Garage (Lisboa) |
| 1ª Parte: The Sixxis + Lion Shepherd |
| Abertura de Portas: 20h00 - Inicio espetáculo: 20h30 |
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Estrelas do movimento rock/metal neo-progressivo polaco regressam a Portugal para apresentar a novidade «Love, Fear And The Time Machine» num espetáculo único. A vontade de experimentar é comparável a um homem poderoso com uma enorme vontade de mudar o mundo e os RIVERSIDE são um ótimo exemplo dessa teoria quando posta em prática. Ao longo da última década, a banda liderada pelo talentoso Mariusz Duda nunca se furtou a correr riscos e, sem medo de se estatelar no chão, mergulhou de cabeça numa ambiciosa agenda de revitalização do metal progressivo. Pegando nas sementes plantadas durante os anos 70 por nomes como Czeslaw Niemen ou SBB e por toda uma geração de músicos apostados em mostrar ao mundo a sua audácia criativa após a queda do comunismo, o quarteto de Varsóvia começou por ter um papel crucial no fortalecimento do movimento progressivo no seu próprio país e, de seguida, tratou de dar que falar além-fronteiras. Hoje é visto como o melhor sucedido e mais aplaudido coletivo a sair do movimento neo-prog polaco. Apoiados num fundo de catálogo em transformação constante, os músicos transformaram-se num sucesso entre os apreciadores da fusão rock/metal progressiva e, após a aplaudida estreia em solo nacional há dois anos, vão regressar a Portugal no dia 30 de Outubro para apresentar o sexto álbum de originais, «Love, Fear And The Time Machine», no Paradise Garage, em Lisboa. Desde que se juntaram, em 2001, os RIVERSIDE protagonizaram um muitíssimo interessante processo de evolução, que lhes permite estar agora – mais de uma década depois de terem lançado o primeiro álbum – a atravessar um dos momentos mais inspirados da sua carreira. Tendo feito "suporte" aos ícones Dream Theater e diversas digressões em nome próprio pelo velho continente, o quarteto é hoje uma referência tanto no campo do metal como do rock e a sua base de fãs não para de crescer, sintoma de que continuam a fazer música tão relevante como quando começaram a tocar juntos. O álbum de 2009 «Anno Domini High Definition», por exemplo, entrou de rompante para o primeiro lugar na tabela de vendas no seu país natal e, entretanto, já lhes valeu um disco de ouro, sendo que em Julho de 2011 atuaram na versão polaca do festival Woodstock frente a uma audiência de mais de meio milhão de pessoas. Dúvidas restassem, é fácil perceber que não se trata "só" de mais uma banda. Apoiado em composições técnicas q.b., mas profundamente emocionais, fazem música tão enigmática quanto envolvente, capaz de apelar, simultaneamente, aos apreciadores de nomes como Porcupine Tree, Tool ou Opeth e a todos e quaisquer melómanos sedentos de peso progressivo e inovador. Começando com a fusão prog rock/metal densamente atmosférica e obscura do registo de estreia em 2003, osRIVERSIDE encontraram rapidamente o seu próprio lugar na tendência e acompanharam de perto a mudança de perspetiva que a permeou na viragem para o Séc. XXI. Com a edição da trilogia Reality Dream, composta por «Out Of Myself», «Second Life Syndrome» e «Rapid Eye Movement», o quarteto transformou-se numa das principais propostas a ter em conta dentro do novo movimento europeu do prog. Nada interessados em ficar sentados à sombra do seu sucesso, Mariusz Duda no baixo e na voz, Piotr Grudziński na guitarra, Michal Lapaj nos teclados e Piotr Kozieradzki na bateria ensaiaram então uma profunda revolução no seu som. Adotando uma visão mais futurista e uma sonoridade mais moderna, «Anno Domini High Definition», de 2009, deu início à mudança de pele, concretizada na sua plenitude quatros anos depois, com o lançamento do muito bem recebido «Shrine of New Generation Slaves». Agora aguarda-se com expectativa o próximo passo no processo evolutivo do grupo... Com data de edição apontada para Setembro de 2015, «Love, Fear And The Time Machine» promete mais uma afirmação de carácter por parte de uma banda com uma personalidade única e fácil de identificar de imediato, um talento raro nos dias que correm.
Os Riverside tomaram forma quase por acidente. Corre a lenda que, certo dia, dois dos seus membros, o guitarrista Piotr Grudziński e o baterista Piotr Kozieradzki, estavam num carro a ouvir um disco dos Marillion e decidiram formar uma banda. Corria o ano de 2001 e ambos tocavam metal na altura – em bandas como os Hate, Unnamed e Dominion – mas mantinham também um interesse comum pelo rock progressivo, por isso decidiram juntar-se a Jacek Melnicki, amigo de ambos, teclista e dono de um estúdio, para começarem a experimentar com o estilo. Mariusz Duda, multi-instrumentista e vocalista dos Xanadu, junta-se ao trio como baixista ainda antes do final desse ano para os primeiros ensaios e os resultados da colaboração revelaram-se desde cedo extremamente positivos. Depois de um período de experimentação que deu origem aos primeiros temas, Duda opta por acumular também a função de vocalista, sendo que no final de 2002 o quarteto já tinha gravado a maqueta de estreia e dado um par de concertos em Varsóvia. No ano seguinte, já a meio do processo de conceção do álbum de estreia, Melnicki decide abandonar o grupo para se dedicar a 100% ao seu estúdio, mas o trio formado por Duda, Grudziński e Kozieradzki continua a misturar o material já registado e começa à procura de um substituto para o lugar deixado vago, acabando por encontrar eventualmente Michal Lapaj. Quando foi finalmente editado, no fim de 2003, «Out of Myself» transformou-se num inesperado sucesso comercial na Polónia, sendo reeditado em Setembro do ano seguinte pela editora norte-americana Laser's Edge, que lhes permitiu chegar pela primeira vez a uma audiência mais vasta. Foi em 2004 que atuaram pela primeira vez fora do seu país – no festival Progpower, na Holanda – e a resposta do público foi tão entusiasta que esgotaram o stock de CDs que tinham consigo. Aproveitando o embalo, começam a trabalhar no EP «Voices in My Head» – que é lançado logo no início de 2005 – e, pouco tempo depois, assinam contrato com a InsideOut, que trata de reeditar os lançamentos anteriores do coletivo a nível internacional. Antes do ano chegar ao fim, o influente selo edita também «Second Life Syndrome», o muito esperado segundo longa-duração. À data de edição, o disco é recebido com aplausos unânimes por parte da imprensa e dos fãs, levando-os pela primeira vez aos Estados Unidos para tocarem no NEARfest em Bethlehem, na Pensilvânia. «Second Life Syndrome» é visto como o disco que tornou osRiverside conhecidos internacionalmente, tendo sido mencionado como um dos melhores lançamentos de 2005 por Mike Portnoy, na altura baterista dos Dream Theater. Daí que, quando lançaram o terceiro registo de longa-duração, em 2007, já fossem considerados um dos maiores nomes do metal de pendor progressivo atual. A digressão de apoio aos Dream Theater que fizeram no Outono de 2007 e a edição do muito aplaudido «Rapid Eye Movement» não só alargaram os horizontes criativos do projeto como também a sua base de seguidores, que não mais parou de crescer. Em 2008 lançam o seu primeiro disco ao vivo – «Reality Dreams», captado num espetáculo em Lodz – e Duda aproveita a pausa na composição de novo material para se estrear com o projeto Lunatic Soul. Apesar da falência da SPV, a casa-mãe da InsideOut, o ano seguinte acaba por ser de enorme atividade, com a edição de «Anno Domini High Definition» em Junho. O álbum mostra uma inflexão estilística por parte dos músicos, mas irrompe pela tabela de vendas na Polónia e, em apenas duas semanas, trepa aos lugares cimeiros – acabando por valer-lhes um disco de ouro por vendas superiores a 10,000 cópias. Em 2010, Mariusz Duda lança o segundo álbum com os Lunatic Soul e, após um hiato de quatro anos, os Riverside voltam finalmente aos lançamentos de originais com o muito aplaudido «Shrine of New Generation Slaves» em Janeiro de 2013. Já em Março deste ano o quarteto de Varsóvia entrou em estúdio para gravar o seu muito aguardado sexto registo de originais – «Love, Fear And The Time Machine» tem data de edição agendada para o início de Setembro. Os bilhetes para o concerto custam 20€, à venda nos locais habituais. |
















