NOS Primavera Sound 2015: dia 1

NOS PRIMAVERA SOUND 2015

Interpol-184

Dia 1 (4 de Junho)

Parque da Cidade - Porto

ABERTURA DE PORTAS

AMBIENTE

Com um tempo frio e carregado de nuvens, foram dadas as boas vindas à edição de 2015 do NOS Primavera Sound no Parque da Cidade do Porto. Este que é o festival que abre as hostes de verão dos festivais considerados mainstream traz uma ecléctica escolha de bandas que tanto pode agradar a muitos como também pode não agradar a outros tantos, no entanto, os que cá vieram sabem para o que vieram e têm já bem delineado todo os horários das dezenas bandas que querem ver. Ontem, dia 4 foi o que teve o menor número de bandas e palcos ativos mas estiveram certamente das bandas mais aguardadas de todo o festival citadino.

O português Bruno Pernadas deu o início ao mote num ambiente calmo e de chill-out. Com difícil horário e público, mas cumpriu com as suas sonoridades de jazz, folc e electrónica.

BRUNO PERNADAS

No Palco NOS são os reativados Cinerama desde “Torino” que com o punk pop a fazer lembrar por vezes ‘The Smiths’ e a voz de Morrissey apresentam uma delicadeza musical com guitarras desgarradas. De volta ao palco Super Bock, o californiano Mikal Cronin apresenta-se arrebatador e faz aquecer o auditório que até ao momento se apresentava frio como o tempo. Com algumas apresentações de “MCII”, último trabalho de originais do músico, arranca sorrisos do público.

CINERAMA

Ainda não era hora de Mac DeMarco e já este se apresentava em palco em amena cavaqueira com o resto da banda e respondendo aos incentivos do público. O primeiro aglomerado de fãs já se concentra à frente do palco há algum tempo e após Mikal Cronin terminar, a audiência divide-se entre o palco NOS com Mac e o Palco Pitchfork com Nova-iorquina Patti Smith. A faixa etária entre palcos também é compreensivelmente diferente bastante com DeMarco em forma ascendente de carreira e consigo tem o público mais jovem do festival. Já o terreno que rodeia o palco de Patti Smith é largamente mais velho e prontos para ouvirem num ambiente mais intimista acusticamente falando e de público sentado, o mesmo não correspondeu (e ainda bem) pois foram poucos os que se conseguiram manter nessa posição porque a Sra. Patti deixou um pouco de parte o suposto acústico e ‘spoken word’ e passou à ação com praticamente todos os arranjos e instrumentos de Patti Smith Group acompanhada pelos integrantes Lenny Kaye, Jay Dee Daughergy e do baixista Tony Shanahan.

Mac DeMarco descalço, manteve animada a vasta audiência entre gritos de histerias destes e apresentou o seu indie de “Salad Days” e “2”. Mac é já uma certeza dentro do meio e corresponde às expectativas mais altas que havíamos trazido.

PATTI SMITH


MAC DEMARCO

MIKAL CRONIN

FKA Twigs trouxe magia ao Parque da Cidade do Porto. Fabulosa apresentação conjunta com mais três músicos, não foi o que normalmente se deixa apresentar em concertos em nome próprio, mas a inglesa deixou completamente rendida a vasta audiência que lá estava para a ver e ouvir. Já com um bom leque de fãs e um som futuristicamente dançável, Tahliah Debrett Barnett não desiludiu e pede-se que retorne o mais breve possível. Foi, sem dúvida a que mais encantou na primeira noite do festival.

FKA TWIGS

Depois da hora de jantar e num horário nobre, Interpol tinham o Nos Primavera Sound só para eles e ao muito público presente apresentaram muitas antiguidades dos seus álbuns em jeito de besto of. Os nova-iorquinos apresentaram “Say Hello To The Angels” abriu e o primeiro single de ‘El Pintor’. “All The Rage Back Home” fechou, mas pelo meionão faltou “Evil”, “Rest My Chemistry”, “Narc”, “Pioneer of The Falls”, “Slow Hands” e “Stella Was a Diver And She Was Always Down” no início do encore. Paul Banks e companhia no estilo clássico que os acompanha e com o alinhamento de luxo que presentearam, estiveram algo mornos, mesmo sendo algo já expectável para quem viu a banda ao vivo por terras lusas.

INTERPOL

The Juan Maclean pre-aqueceu bem para os Caribou no Palco Super Bock e de volta ao Palco Nos foram mesmo Caribou que fecharam com chave de ouro com quase 2 horas de atuação eletrizante devolveu a energia ao recinto, onde os álbuns ‘Our Love’ e ‘Swim’ ritmaram com um grande jogo de luzes para o público ainda presente.

THE JUAN MACLEAN

Texto: Jorge Mestre

Fotografia: Hugo Lima/NOS Primavera Sound 2015

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