JAMES BLUNT

COLISEU DE LISBOA
16 de Outubro de 2011
Noite quente de um Outubro peculiar foi o cenário perfeito para no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, James Blunt brindar os seus fãs com um concerto que elevou ainda mais a temperatura numa sala quase repleta de jovens de todas as idades e muitos casalinhos românticos que “cresceram” ao som de “You’re Beautiful”, canção que valeu a Blunt dois Brit Awards e cinco nomeações para os Grammys.
Foi um James Blunt, musicalmente, mais maduro e com uma interacção notável com o seu público que assistimos desta vez, em comparação com o anterior concerto na Praça de Touros do Campo Pequeno (Lisboa) onde, em 2008, apresentou o álbum de originais intitulado “All The Last Souls”. O guitarrista, pianista e compositor de canções de Pop melódica que ficam no ouvido e também no coração, a avaliar pelos fãs que cantaram em coro afinado hits dos seus 3 álbuns que contam mais de 18 milhões de discos vendidos.
Foi ao som de “Too Late” que as soul mates presentes começaram a afinar as gargantas: “comes, sorrow becomes his soul mate/The damage is done, the prodigal son is too late (too late)/all the door's closed, but he's always open/ 'Til he'll have time in his mind, oh billy”… Mas, foi com “Carry you Home” (2008) que a clássica sala de espectáculos de Lisboa começou a vibrar para não mais parar até à vénia final dos músicos mais de uma hora depois.
James Blunt é uma figura simpática, mas, sobretudo, empática que na simplicidade cool da sua música, feita à sua imagem e semelhança, faz mexer o estômago (ou direi coração!) das suas jovens fãs na idade certa das paixonetas sérias e definitivas enquanto duram. E Blunt tem plena consciência disso quando dedicou “ If Time is All I Have” aos namorados que supostamente foram arrastados para o concerto pelas suas babies e que acabaram por aplaudir o músico e cantar com o mesmo fervor que as suas namoradas. O público estava, definitivamente, conquistado quando o registo mudou um pouco e os apreciadores de um pop menos light tiveram a seu gosto “Turn me On”, para logo as luzes se apagarem e vir de novo ao de cima o Blunt melódico e romântico de “You’re Beautiful” e “ Stay the Night”, este último co-produzido com Linda Perry.
Mas, o melhor ainda estava para vir quando James Blunt se atirou, literalmente, para o meio do público e foi carregado em braços pela multidão, repetindo a sua original forma de entrar no palco, sonde surgiu também do meio da audiência entusiasmada. Afinal, ninguém vem para os concertos para ouvir somente as músicas de sua eleição, o que pode fazer confortavelmente em casa. As pessoas querem ser surpreendidas com uma performance arrojada, desejam tocar e estar perto do seu ídolo e cantar com ele. É essa emoção de estar dentro do espectáculo e participar nele que as pessoas procuram num concerto e Blunt cumpriu na perfeição o seu papel.
Uma das músicas mais dançantes de Blunt “1973” foi o prenúncio de que o espectáculo estava no fim e após dar por terminada a sua actuação, o músico ainda voltou ao palco para brindar o público com mais hits do seu último “Some Kind of Trouble” que estreou em 4º lugar no reino Unido e vendeu mais de 100.000 cópias na primeira semana.
Uma nota final para a banda de Filadélfia Jukebox the Ghost que animou a primeira parte do concerto que em 2008 lançaram o seu primeiro álbum “"Let Live & Let Ghosts" a que se seguiu “Everything Under the Sun” e que aqui com o seu pop refrescante e atitude muito cool fizeram as delicias do público mais jovem, sobretudo das teenagers presentes.
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Texto: Paula Lamares / http://fashionheroines.blogspot.com
Fotografia: João Lamares / José Correia















