Ruben Viegas
Orphaned Land with the Stimmgewalt Choir ao vivo em Lisboa
| Orphaned Land with the Stimmgewalt Choir |
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| 01 Outubro - Cinema São Jorge (Lisboa) |
| 1ª Parte: Mollust |
| Abertura de Portas: 20h00 - Inicio espetáculo: 21h00 |
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A mais internacional e inovadora das bandas israelitas estreia-se em Portugal em formato acústico e acompanhada por um épico ensemble vocal. No dia 1 de Outubro, os ORPHANED LAND sobem ao palco do Cinema São Jorge, em Lisboa, para – pela primeira vez no nosso país – protagonizarem um espetáculo muito especial e único, composto por um alinhamento totalmente acústico que contará com o participação do coro berlinense Stimmgewalt e com os convidados especiais Molllust, projeto germânico que promete encantar a plateia com a sua muito inovadora fusão de música clássica e metal. Provenientes de uma conturbada região dividida por visões religiosas radicalmente opostas, os ORPHANED LAND quebraram todas essas barreiras com a sua abordagem inovadora à música extrema e, pelo caminho, conseguiram fazer o impossível e unificar toda uma comunidade. Hoje contam com centenas de muçulmanos entre a sua leal base de seguidores e, por esta altura, já percorreram o mundo, levando a sua mensagem pacifista a milhares de pessoas. Quase duas décadas depois de terem dado os primeiros passos em Bat-Yam, continuam a cimentar a sua reputação como banda com um propósito forte, que vai muito além do death melódico e do folk metal contido em discos aplaudidos em uníssono como «Sahara», «El Norra Alila», «Mabool – The Story of The Three Sons of Seven», «The Never Ending Way of OrwarriOR» e «All Is One», de 2013. No campo de metal e do rock gótico, muitas bandas recorrem aos refrões épicos como um dispositivo estilístico essencial para fazer passar a sua mensagem e, apesar de tentarem evitar a todo o custo os mais batidos clichés do estilo em que se inserem, os ORPHANED LAND não são exceção a essa regra. Os STIMMGEWAT descrevem-se como "um coro de vozes poderosas cujo som dá à música uma profundidade que produz arrepios", por isso não é exatamente estranho que os israelitas tenham decidido juntar-se ao coro alemão na digressão acústica que vão levar a cabo durante os meses de Setembro e Outubro. Desde que se juntou, há quatro anos, em Berlim, o talentoso ensemble de vozes tem vindo a colaborar com bandas como Corvus Corax ou Van Canto e tornou-se presença assídua em diversos festivais de renome como o Wacken Open Air ou o M'Era Luna. A experiência acumulada faz com que se sintam tão confortáveis em palco como no estúdio, sendo que atualmente são mesmo um dos nomes mais requisitados quando uma banda de peso pretende colaborar com um coro capaz de produzir um som grandioso apoiado em belas vozes solistas. Esta primeira incursão dos ORPHANED LAND por Portugal em formato acústico vai contar também com os alemães MOLLUST como convidados. Tendo como principal objetivo materializar o arrojado conceito de "opera metal", o coletivo de Leipzig começou a combinar música clássica e metal em Dezembro de 2011. O primeiro concerto aconteceu pouco depois, com a vocalista/pianista Janika Groß acompanhada por Frank Schumacher na guitarra, Sandrine B. no violino, Lisa H. no violoncelo, Johannes Hank no baixo e Daniel Wölfer na bateria. Na Primavera do ano seguinte gravam o álbum de estreia com Andy Schmidt (dos Disillusion) e «Schuld» foi recebido com ótimas críticas. Simultaneamente, criam também um projeto de versões de Bach, participaram no BachSpiele e conseguem convencer o júri do famoso concurso com as suas adaptações dos clássicos, conquistando o primeiro lugar na competição. Mesmo com alguns acertos de formação pelo meio, regressam ao estúdio em 2013 para registar essas versões e, após uma atuação triunfal no M'Era Luna, são destacados como um dos mais promissores nomes da edição desse ano. O segundo longa-duração, fruto de um árduo processo de criação encetado há dois anos, será editado em breve.
Muito provavelmente uma das bandas de metal mais originais, pioneiras e revolucionárias de todo o mundo, os Orphaned Land são oriundos de Israel e fortemente influenciados pelos estilos musicais do Oriente Médio, que utilizam a seu favor para apimentar uma sonoridade que, na essência, é uma fusão de diversos subgéneros do som extremo que começaram a tomar forma na viragem da década de 80 para a de 90. Criados sob a designação original Resurrection, captaram rapidamente a atenção da cena underground para a sua abordagem pouco ortodoxa com a maqueta «The Beloved's Cry» de 1992 e, de seguida, assinaram contrato com o selo independente francês Holy Records, lançando dois álbuns muito bem recebidos, «Sahara» e «El Nora Alila», em 1994 e 1996. Numa altura em que a estranheza e a inovação eram aplaudidas com fervor, o som único da música dos Orphaned Land, uma brisa fresca vinda do Médio Oriente no meio da habitual produção proveniente dos Estados Unidos, Europa, Reino Unido e Escandinávia, ficou estabelecido. Durante este período, a banda, à altura composta por Kobi Farhi na voz, Yossi Sassi e Matti Svatitzki nas guitarras, Uri Zelcha no baixo, Itzik Levy nas teclas e Sami Bachar na bateria, manteve-se muito ativa, mas diversas dissensões internas, já para não mencionar o isolamento geográfico do sexteto em relação o espectro do metal internacional e da situação volátil em Israel, acabou por levá-los a porem o projeto em stand-by. Seguiu-se um longo silêncio, mas em 2001 decidem reunir-se para uma série de concertos, incluindo algumas atuações acústicas em Israel e na Turquia sob o lema The Calm Before The Flood (o concerto em Tel-Aviv daria origem a um lançamento ao vivo com o mesmo título). A resposta muito entusiasta ao regresso aos palcos depois de um hiato de quase seis anos mostrou que os álbuns lançados uns anos antes tinham vindo gradualmente a seduzir um grande número de seguidores em todo o mundo árabe e isso chegou para justificar uma reunião mais permanente. Após alguns ajustes no grupo, com a entrada de Eden Rabin nos teclados e Avi Diamand na bateria, os músicos assinam então contrato com a Century Media e, em 2004, lançou o muito aguardado terceiro álbum, «Mabool – The Story of The Three Sons of Seven». O disco chegou aos escaparates a 23 de Fevereiro e reafirmou a posição dos Orphaned Land como líderes da cena do metal no Oriente Médio e como a mais famosa banda israelita em todo o mundo. Os músicos embarcaram numa extensa tour, que os levou aos quatro continentes e a quase 30 países, estabelecendo-os como o primeiro coletivo oriundo de Israel a atuar no Wacken Open Air, no Summer Breeze, no Hellfest e no ProgPower, entre outros. Com data de edição apontada para o início de 2009, «The Never Ending Way of ORWarriOR», o quarto registo de estúdio, só chegou às lojas um ano depois, mas conseguiu superar o sucesso granjeado pelo álbum anterior. Inspirado pela eterna batalha entre a luz e a escuridão, o sexteto criou o seu trabalho mais ambicioso até à altura e, com produção e mistura a cargo de Steven Wilson (dos Porcupine Tree), transformou-o num êxito comercial. Ainda antes do ano chegar ao fim, fazem "suporte" aos Metallica em Israel, uma digressão por festivais de Verão – entre eles o Sonisphere, o Gods Of Metal e o Rock Hard – e «The Never Ending Way of ORWarriOR» é considerado "o melhor álbum de metal progressivo de 2010" pelos utilizadores do site Metal Storm. Antes de voltarem a estúdio, os músicos liderados pelo carismático Kobi Farhi embarcam numa tour norte-americana com os Katatonia e Swallow the Sun, ao que se segue outra campanha na Europa ao lado dos Amorphis e Ghost Brigade. Longe de serem uma banda prolífica em termos de edições só voltam a gravar no Outono de 2012, já com Chen Balbo no lugar de guitarrista após o abandono de Matty Svatitzky. O novo membro tornou-se instantaneamente parte integrante do processo de composição, gravação e produção de «All Is One», que acabaria por ser editado em Junho do ano seguinte. A 7 de janeiro de 2014, anunciam o abandono do guitarrista e co-fundador Yossi Sassi, prontamente substituído pelo multi-facetado Idan Amsalem. Os bilhetes para o concerto custam 17€, à venda nos locais habituais. |
Cannibal Corpse ao vivo no Paradise Garage
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| 15 Julho - Paradise Garage (Lisboa) |
| 1ª Parte: Suicide Silence |
| Abertura de Portas: 20h00 - Inicio espetáculo: 21h00 |
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Os Cannibal Corpse são responsáveis por algum do mais violento death metal alguma vez feito, assinado por instrumentistas exímios que, deleitando-se nas imagens sangrentas das suas capas e letras, abordam assuntos realmente extremos. Feitas as contas, os CANNIBAL CORPSE são – e sempre foram! – mais que "apenas" controversos. Foram eles que, na viragem dos 80s para os 90s, elevaram a intensidade do thrash para fazer death metal e, crescendo de forma sustentada e a bom ritmo, transformaram-se num dos mais importantes e influentes porta-estandartes de toda uma tendência que muito tem trabalhado para levar a música extrema ao limite. Com o novo «A Skeletal Domain», de 2014, a provar que, apesar da passagem dos anos, continua tão sedenta de sangue como sempre, a banda regressa a Portugal – na companhia dos SUICIDE SILENCE – no dia 15 de Julho, para uma data única no Paradise Garage, em Lisboa. Dizer que os CANNIBAL CORPSE são "atualmente a maior banda de death metal do planeta", como fez a revista britânica Metal Hammer num artigo publicado em 2009, não é, de todo, exagero... Basta olhar para trás e rever tudo que conseguiram atingir, apoiados numa discografia de eleição que inclui vários clássicos do género, entre os quais se contam «Tomb Of The Mutilated», «The Bleeding», «Gallery of Suicide» ou «Gore Obsessed». Só nos últimos cinco anos, o coletivo lançou três álbuns – «Evisceration Plague», «Torture» e «A Skeletal Domain» – que, além de incluírem alguns temas que se tornaram de imediato favoritos nas setlists dos espetáculos do grupo, colheram elogios rasgados por parte dos fãs e da imprensa especializada. Com um total de vendas acumuladas a atingir um nível raramente visto no espectro da música extrema, os músicos oriundos de Buffalo, em Nova Iorque, continuam a crescer a olhos vistos e a contrariar o muito propalado declínio da indústria discográfica. Em 2006, «Kill» estreou-se na posição #170 do Top 200 da Billboard; três anos depois, «Evisceration Plague» registou entrada direta para o #66 e, em 2012, «Torture» viu-os tomarem de assalto a tabela com uma improvável subida ao #38. É impossível prever se esta tendência se vai manter, mas ouvindo o 13º registo de estúdio da banda, o quinteto formado por George "Corpsegrinder" Fisher, Alex Webster, Pat O'Brien, Rob Barrett e Paul Mazurkiewicz parece ter um plano bem inteligente para continuar a expor legiões de fãs ao seu death metal hiper-brutal. Nesta tour europeia de promoção a «A Skeletal Domain», os CANNIBAL CORPSE chegam a Portugal acompanhados pelos SUICIDE SILENCE, uma das mais brilhantes e bem sucedidas propostas saídas da nova geração da música extrema. Agora a viver uma "segunda vida", após o trágico e inesperado acidente rodoviário que ceifou a vida ao carismático vocalista Mitch Lurker a 31 de Outubro de 2014, os músicos californianos estão finalmente de regresso às edições e aos palcos. Para trás fica uma década de trabalho árduo, que os viu moldarem e liderarem a tendência deathcore, muito à semelhança do que os seus companheiros nesta digressão fizeram com o death metal anos antes. «The Cleansing», a estreia de 2007, viu-os serem destacados como "Best New Talent" nos Revolver Golden Gods Awards e, na altura em que «No Time To Bleed» e «The Black Crown» entraram diretamente para o Top 40 da Billboard, já o quinteto dava cartas em festivais itinerantes como o Rockstar Mayhem do outro lado do Atlântico. Pelo caminho, temas como «Wake Up» e «Lifted» tornaram-se clássicos no underground, com o grupo a transcender o subgénero que ajudou a criar e a estabelecer. Com o apropriadamente intitulado «You Can't Stop Me», os SUICIDE SILENCE apresentam o novo vocalista, Eddie Hermida (ex-All Shall Perish), e celebram o legado do seu predecessor, através de uma muito inteligente fusão de death, black metal e grind, que transforma dissonâncias abrasivas em descargas de groove focado, alimentado a raiva e perseverança.
Influenciados por bandas de thrash como os Slayer e os Kreator, mas também pelos pioneiros do death metal (entre os quais se contam os Death, Autopsy e Morbid Angel), os Cannibal Corpse juntaram-se na cidade de Buffalo, no estado de Nova Iorque, em 1988. No início a formação era composta por Chris Barnes na voz, Bob Rusay e Jack Owen nas guitarras, Alex Webster no baixo e Paul Mazurkiewicz na bateria, um quinteto de músicos bastante ativos na cena underground local através do envolvimento em projetos como Leviathan, Beyond Death e Tirant Sin. O grupo estreou-se ao vivo em Março de 1989 e, pouco tempo depois, decide entrar em estúdio para gravar uma maqueta homónima de cinco temas. «Cannibal Corpse» captou a atenção da então emergente Metal Blade Records e, menos de um ano depois de terem começado a tocar juntos, assinam contrato com a mesma editora que, uns anos antes, tinha revelado ao mundo os Metallica. O longa-duração de estreia, «Eaten Back To Life», chegou aos escaparates em Agosto de 1990 e, muito graças à controvérsia provocada pelo disco seguinte, «Butchered At Birth» de 1991, começou a crescer um enorme culto à volta da banda entretanto transladada para a Florida, epicentro do death metal feito do outro lado ao Atlântico. Com as polémicas – para alguns demasiado – ilustrações de Vincent Locke a adornar as capas e temas com títulos como «A Skull Full Of Maggots», «Shredded Humans» ou «Meat Hook Sodomy», a banda chamou a atenção do PMRC e não se esquivou aos autocolantes "PARENTAL ADVISORY". Quando «Tomb Of The Mutilated» foi lançado, em 1992, já auto-censuravam a sua sede de sangue a nível gráfico, mas "pérolas" como «Hammer Smashed Face», «I Cum Blood», «Addicted To Vaginal Skin», «Necropedophile» ou «Entrails Ripped From a Virgin's Cunt» trataram de elevar o patamar da nojeira (e do mau gosto), culminando no famoso ban germânico. Décadas depois, ainda havia temas que os músicos não podiam tocar nesse território. Entretanto, corria o ano de 1993, Rusay foi despedido – para o seu lugar foi chamado rapidamente Rob Barrett. O ex-Malevolent Creation chegou a tempo da participação dos autores de «Post Mortal Ejaculation» no filme «Ace Ventura: Pet Detective», protagonizado pelo famoso Jim Carrey. Em disco, a estreia de Barrett aconteceu em 1994 com o – um pouco mais acessível para os padrões do coletivo – «The Bleeding», que eventualmente marcou também a rutura com o icónico Chris Barnes. A voz dosCannibal Corpse, uma das mais reconhecíveis de sempre na música extrema, decide seguir caminho e funda os Six Feet Under; os seus antigos companheiros fazem o mesmo – e nem perdem tanto tempo. É já com George "Corpsegrinder" Fisher (ex-Monstrosity) atrás do microfone que gravam «Vile» em 1996, dando o tiro de partida para as fulgurantes décadas seguintes. Em crescendo constante e permanentemente em digressão, transformam-se numa máquina de guerra bem oleada e acabam mesmo por afirmar-se como a banda de death metal melhor sucedida de sempre. Em 1997, Barett abandona para se dedicar aos Solstice e, para o seu lugar, entra Pat O'Brien, sendo que «Gallery Of Suicide» é editado no ano seguinte, revelando um pendor para arranjos mais técnicos e intrincados. Com uma formação já estável editam «Bloodthirst» (de 1999), «Live Cannibalism» (de 2000), «Gore Obsessed» (de 2002), «15 Year Killing Spree» (de 2003) e «The Wretched Spawn» (de 2004). Uma breve paragem para lidar com o abandono do guitarrista fundador Jack Owen – situação resolvida com o regresso de Barett após um breve período em que Jeremy Turner (dos Origin) ocupou o lugar de segundo guitarrista em palco – e seguiram em frente como se nada lhes pudesse abalar as estruturas, gravando «Kill» em 2006 e «Evisceration Plague» em 2008. Dois anos depois é editado o DVD «Global Evisceration», em 2012 «Torture» e, já no ano passado, o 13º registo de longa-duração, «A Skeletal Domain», assim como a biografia "Bible Of Butchery". À semelhança de um bom filme de terror, a extremidade levada ao exagero pelos músicos norte-americanos fez deles objeto de culto e uma das bandas de death metal mais populares saídas dos anos 90. Os bilhetes para o concerto custam 23€, à venda nos locais habituais. |
Gojira ao vivo no Meo Arena (sala tejo)
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| 13 Julho - MEO Arena (Sala Tejo) |
| 1ª Parte: The Raven Age |
| Abertura de Portas: 20h00 - Inicio espetáculo: 21h00 |
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GOJIRA! A palavra, designação original para o famoso monstro ficcional japonês Godzilla, tem hoje um significado bem diferente para todos aqueles que gostam de música extrema que foge às normas. Sim, porqueGOJIRA é uma das bandas metal mais emblemáticas de que há memória nesta última década. No dia 13 de Julho de 2015, na sequência da explosiva estreia em território nacional na edição de 2014 do Vagos Open Air, os franceses vão subir ao palco da Meo Arena, em Lisboa, e mostrar aos presentes o seu estilo instantaneamente identificável, que serve de base a uma forte mensagem ecológica, não só relevante como singular no género em que se inserem. Capazes de escrever música com potencial para agradar a uma ampla faixa de fãs e misturando as raízes underground com um apelo mainstream que já os levou a todos os grandes eventos do género, os quatro músicos liderados pelos irmãos Joe e Mario Duplantier constituem um dos nomes mais universalmente adorados e aplaudidos por uma legião transversal de seguidores, que vão dos thrashers descontraídos aos fanáticos do prog injetado de peso demolidor. Os franceses sempre foram mais conhecidos pela moda e pela culinária do que pelas bandas de heavy metal que deram ao mundo. Desde que o género surgiu, vários foram os nomes que tentaram impor-se a nível internacional e, apesar de haver propostas válidas em quase todos os estilos, do black ao death metal, passando até pelo power metal sinfónico, poucos foram os músicos franceses que conseguiram impor-se com sucesso. Tudo isso mudou durante a última década graças aos GOJIRA, que com o seu death metal de influência progressiva conseguiram efetivamente abanar as estruturas de toda uma tendência, impulsionando finalmente o metal francês para a primeira divisão. Apesar da criação do projeto remontar a 1996, foi só com o lançamento do terceiro álbum, «From Mars To Sirius» de 2005, que os GOJIRA conseguiram dar o passo definitivo na direção da internacionalização e de um sucesso que, por essa altura, já lhes tinha sido vaticinado pela imprensa e pelos fãs há alguns anos. Saltaram então do seu reduto underground para passarem a ser descritos, num site de referência generalista com o Allmusic, como "uma das bandas jovens líderes dentro do seu género neste milénio". Muito fizeram por isso, percorrendo o mundo ao nome de nomes tão respeitados como Lamb Of God ou Behemoth, culminando no convite por parte dos Metallica para os acompanharem em tour nos Estados Unidos e na Europa em 2009. O rótulo "death metal progressivo" traz de imediato à memória os ícones do género – os Death do «Symbolic», os Cynic do «Focus», talvez os Opeth do «Deliverance». Quem ainda não conhece os GOJIRA deve, no entanto, atirar pela janela todas e quaisquer previsões em relação ao que vai ouvir quando puser pela primeira vez um dos discos do grupo francês a tocar. O som que praticam é único e singular; incrivelmente atmosférico, tecnicamente arrojado, esmagadoramente pesado. Foi, aliás, essa atitude arrojada e pouco vista no género que lhes permitiu sair da obscuridade em que andaram a batalhar durante a primeira metade da sua carreira e atingir o reconhecimento mundial generalizado durante a última década. «L'Enfant Sauvage», de 2012, o mais recente disco de originais do grupo, assim como o posterior «Les Enfants Sauvages», gravado ao vivo durante o ciclo de promoção ao registo de estúdio, são tudo o que se poderia esperar do quarteto de Bayonne. Seguindo os passos iniciados em «From Mars para Sirius» e cimentados em «The Way Of All Flesh», os músicos franceses continuam focados no seu death metal complexo mas apimentam-no, revelando-se progressivamente ainda mais maduros e mostrando saber cada vez melhor como fazer passar a sua mensagem de forma eficaz. A conferir, ao vivo e a cores, na Meo Arena, em Lisboa, no dia 13 de Julho.
Formados em 1996, na localidade de Ondres, perto de Bayonne, no litoral do extremo sul do Oceano Atlântico da costa francesa, os GOJIRA são Joe Duplantier na voz e guitarra, o seu irmão Mario atrás da bateria, Christian Andreu na guitarra e Jean-Michel Labadie no baixo – e, até 2001, eram conhecidos como Godzilla. Foi durante esse período e sob essa designação que foram aprimorando gradualmente a sua identidade criativa, gravando quatro maquetas e partilhando palcos com bandas como os Cannibal Corpse e os Immortal. Com a mudança de nome, o quarteto sentiu-se pronto para gravar o álbum de estreia; «Terra Incognita» foi lançado em 2001, totalmente autofinanciado pelos músicos e pelos seus amigos e familiares. Apesar do status independente, a estreia em longa-duração fez pleno jus ao seu título, provocando ondas com uma imprevisível fusão de metal progressivo e matemático, polvilhado de thrash, death e descargas massivas de groove, que – revelando desde cedo a versatilidade do grupo – trazia à memória nomes tão diversos como Pantera, Meshuggah, Suffocation ou Sepultura. Ainda assim, o reconhecimento em maior escala tardava em chegar e os quatro músicos demoraram vários anos até o universo extremo lhes dar um merecido lugar de destaque, tanto no seu país de origem como no resto do mundo civilizado. «The Link», o segundo álbum, ainda foi disponibilizado através da pequena editora independente Boycott, assim como o sucessor «The Link Alive». Na altura a edição do disco e DVD ao vivo talvez tenha parecido prematura, mas – agora com a apoio de uma editora mais forte, a conterrânea Listenable Records, e finalmente a ganhar força – os Gojira estavam prestes a dar o passo seguinte nos seus planos de conquista mundial. Ao terceiro longa-metragem, intitulado «From Mars to Sirius», entraram para o #44 do top de vendas francês e, no geral, receberam o maior coro de aplausos até então numa carreira sempre em crescendo, dominada por um muito intenso esquema de trabalho e dedicação à causa. Os níveis altos de aclamação conduziram os quatro músicos a numerosas aparições chave nos festivais europeus do género, entre longas digressões deste e do outro lado ao Atlântico com bandas como Obituary, Hatesphere, Children of Bodom e Machine Head. Quando o longo ciclo promocional do álbum de 2005 chegou ao fim, já eram amplamente reconhecidos como uma força a ter em conta, tanto no palco como no estúdio. Muito antecipado, «The Way of All Flesh», o quarto longa-duração, foi lançado nos Estados Unidos pela Prosthetic Records e, em Outubro de 2008, furou até ao #138 da Billboard. A extensa agenda de concertos, que incluiu uma tour com os Metallica, fez com que os fãs da banda tivessem de aguardar uns longos quatro anos para ouvir o próximo álbum de estúdio, mas a espera foi totalmente compensada pelo lançamento de «L'Enfant Sauvage» em 2012, o primeiro fruto da união da banda francesa à gigantesca Roadrunner. Já no ano passado foi editado o registo ao vivo «Les Enfantes Sauvages», permitindo à banda focar-se no processo de composição de um novo álbum de originais. Os bilhetes para o concerto custam 23€, à venda a partir nos locais habituais. Reservas: Blueticket e Ticketline (1820). Em Espanha: Break Point. |
NOS Alive'15: Horários e Cartaz completo
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21º Super Bock Super Rock: Horários e cartaz
21º Super Bock Super Rock
16, 17 e 18 - Parque das Nações - Lisboa

www.superbocksuperrock.pt | facebook.com/sbsr
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Os horários das atuações estão definidos e podem já ser consultados no site oficial do Festival, aqui.
Cartaz Completo: 16 de julho Palco Super Bock - Sting, Noel Gallagher’s High Flying Birds, The Vaccines, Palco EDP - SBTRKT, Little Dragon, Perfume Genius, King Gizzard & The Lizard, Artista Tradiio: OSTRA S.R. Palco Carlsberg - Toro Y Moi, Mirror People, Xinobi Palco Antena 3 – Gala Drop, Duquesa, PZ
Palco Super Bock - Blur, Jorge Palma & Sérgio Godinho, dEUS, The Drums Palco EDP - Bombay Bicycle Club, Savages, Kindness, Sinkane, Benjamin Clementine, Artista Tradiio: Isaura Palco Carlsberg - Gramatik, MGDRV, Stereossauro Palco Antena 3 – Best Youth, Da Chick, White Haus
Palco Super Bock - Florence + The Machine, FFS (Franz Ferdinand & Sparks), Crystal Fighters,Rodrigo Amarante Palco EDP - Banda do Mar, Unknown Mortal Orchestra, Palma Violets, Márcia, Modernos, Artista Tradiio: Captain Boy Palco Carlsberg - Criolo, Throes + The Shine, Djeff Afrozila Palco Antena 3 – We Trust, D'Alva, Thunder & Co. |
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Informação de Bilhetes |
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Preço dos Bilhetes Passe 3 dias: 95€ Bilhete Diário: 50€ Lisboa Camping & Bungalows: |
Rhye: concerto surpresa no Lux
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Jessi J: concerto único em Lisboa
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Maroon 5: ao vivo no Meo Arena
NOS Primavera Sound 2015: cartaz e horários
NOS PRIMAVERA SOUND 2015

CARTAZ E HORÁRIOS
4, 5 e 6 de Junho no Parque da Cidade no Porto

mais informações em:
NOS Primavera Sound 2015 nas Fontainhas
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Primavera Nas FontaínhasNo próximo dia 3 de Junho, quarta-feira, o NOS Primavera Sound dá as boas vindas ao público do festival com o Primavera Nas Fontaínhas. Esta iniciativa, que tem início às 18h e é de entrada livre, leva às Fontaínhas os concertos de Cícero e Regula numa iniciativa que, à semelhança do PrimaveraNas Virtudes da edição passada, pretende celebrar o espírito do festival na cidade. Do Rio de Janeiro chega-nos o carioca Cícero para mostrar em palco toda a sua sensibilidade. “A Praia”, último álbum do músico brasileiro que já colaborou com Marcelo Camelo, SILVA e Mahmundi, é o reflexo de uma delicadeza ímpar que ganha nova maturidade neste terceiro trabalhado de originais. A música portuguesa estará representada por Regula que apresenta nas Fontaínhas o seu mais recente “Casca Grossa”, um álbum que confirma o estatuto do Mc como uma das vozes percursoras da Nova-Escola do movimento rap. Com as suas rimas complexas, que têm na rua o ponto de partida e de inspiração, Regula vai marcando o seu cunho em concertos memoráveis que o projectam como um dos nomes incontornáveis do Hip-Hop nacional. TROCA ANTECIPADA DO PASSE GERAL NOS PRIMAVERA SOUND 2015 A partir das 17h e até à meia-noite é possível trocar antecipadamente nas Fontaínhas o passe geral para NOS Primavera Sound 2015 pela respectiva pulseira e cartão de acesso ao recinto.
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