Ruben Viegas
Gun ao vivo no Paradise Garage
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| Abertura de Portas: 20h00 - Inicio espetáculo: 21h00 | ||||||
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A viver uma saudável segunda vida desde 2008, as lendas do rock britânico dos anos 90 regressam à sala onde deram os derradeiros concertos antes de se separarem de vez. Foi já depois de um período sabático de três anos e da edição do incompreendido «0141 632 6326» em 1997 que, face à indiferença por parte de um público a viver a euforia pós-«Smells Like Teen Spirit», os escocesesGUN decidiram colocar um ponto final numa carreira, até aí, sempre em crescendo. Não sem antes darem alguns concertos de despedida, no entanto. Em 1998, perante um Paradise Garage a rebentar pelas costuras, o quinteto liderado pelos irmãos Gizzi protagonizou dois concertos apoteóticos em Lisboa... Duas noites de rock'n'roll suado e contagiante, em que se entoaram em uníssono êxitos como «Better Days», «Steal Your Fire» ou «Word Up!» e que, quase duas décadas depois, continuam cravadas na memória coletiva do público nacional presente nessas ocasiões. Hoje, apesar de terem estado parados durante uma década e só terem retomado a atividade há alguns anos, é como se nunca se tivessem separado. Os GUN continuam a ser uma referência incontornável para quem viveu a 100% os loucos anos 90 e, no dia 6 de Novembro, vão voltar a subir ao palco do Paradise Garage, em Lisboa, a sala e a cidade onde cravaram o seu nome para sempre na história do rock em Portugal. Se recuarmos uns anos, não é difícil compreender o fenómeno. Em 1989, o hair metal estava já numa fase terminal e o grunge começava a dar os primeiros passos. Formado uns anos antes em Glasgow, o quinteto liderado pelos irmãos Gizzi deu-se a conhecer ao público nesse ano e, de um momento para o outro, tomou de assalto as ondas radiofónicas com o single «Better Days». Injetando sangue novo à tradição do rock clássico, com os seus blusões de cabedal, calças de ganga e botas de motoqueiro, os GUN revelaram desde cedo uma atitude terra-a-terra, que os tornou adorados imediatamente. Apesar da tenra idade de alguns membros – Dante Gizzi tinha apenas 15 anos quando a banda foi formada em 1987 –, a versão contemporânea do rock autêntico que os caracterizou desde o início deu-lhes uma vantagem clara sobre seus pares na viragem da década de 80 para a de 90. Num rápido piscar de olhos transformaram-se num verdadeiro fenómeno à escala global, assente em singles orelhudos como a estreia «Better Days», «Inside Out», «Money (Everybody Loves Her)», «Taking On The World», «Steal Your Fire», «Shame On You», «Word Up!», «The Only One» ou «Something Worthwhile», entre outros. Durante cinco anos, o grupo gravou três discos de enorme sucesso e manteve-se imparável. Em nome próprio ou ao lado de bandas gigantescas como os Rolling Stones, os músicos escoceses tocaram por todo o mundo perante plateias esgotadas e totalmente rendidas a prestações enérgicas e contagiantes. Pelo caminho, a estreia «Taking On The World» reinventou o rock'n'roll para toda uma nova geração e transformou-se num marco na história dos músicos escoceses. Nos anos seguintes nada podia parar os GUN. «Gallus», de 1992, manteve-os em tour e, dois anos depois, «Swagger» transformou-se no maior sucesso do grupo, trepando ao Top 10 britânico. Contra todas as expectativas, o grupo separa-se em 1997 e só volta a dar sinais de vida mais de uma década depois. Ancorados pelos incansáveis irmãos Gizzi, partem em digressão, atuando em festivais como o T In The Park ou o Derrame Rock e encabeçam uma série de espetáculos em nome próprio, que incluiu duas datas esgotadas no Sheperd's Bush Empire, em Londres. Entretanto «Taking On The World» foi incluído na lista dos "150 Melhores Álbuns de Estreia de Todos os Tempos" da revista Classic Rock e, com Dante Gizzi a assumir a posição de vocalista e o lançamento de «Break The Silence» em 2012, reafirmaram-se como um dos melhores grupos de rock escoceses de todos os tempos. 2015 marca o regresso aos palcos e também às edições, com a novidade «Frantic». Os bilhetes para o concerto custam 25€, à venda nos locais habituais. Reservas: Ticketline (1820). Em Espanha: Masqueticket. |
Mark Tremonti de volta a Portugal no Armazém F
Mark Tremonti volta a Portugal
Dia 25 em Novembro no Armazém F em Lisboa

"O ex-guitarrista dos Creed e membro fundador dos Alter Bridge, Mark Tremonti, vem ao espaço Armazém F, em Lisboa, para apresentar o seu novo projecto,Tremonti, naquele que será o primeiro concerto da digressão, com data única em Portugal.
Os restantes elementos da banda, co-responsáveis pela sonoridade do novo álbum "Cauterize", são o baixista Tanner Keegan (em substituição de Wolfgang Van Halen, filho de Eddie Van Halen, com quem anda em digressão), Eric Friedman (guitarrista, ex-Projected e Submersed) e Garrett Whitlock (baterista, ex-Submersed).
The Raven Age, banda londrina liderada por Dan Wright e George Harris (filho de Steven Harris, dos Iron Maiden) serão os convidados especiais do concerto, sendo a primeira parte assegurada pelos portugueses The Temple."
Mais informações sobre os bilhetes em
http://ticketline.sapo.pt/evento/TREMONTI-12004
Texto retirado de ticketline.sapo.pt/
Riverside: ao vivo em Lisboa no Paradise Garage
| RIVERSIDE |
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| 30 Outubro - Paradise Garage (Lisboa) |
| 1ª Parte: The Sixxis + Lion Shepherd |
| Abertura de Portas: 20h00 - Inicio espetáculo: 20h30 |
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Estrelas do movimento rock/metal neo-progressivo polaco regressam a Portugal para apresentar a novidade «Love, Fear And The Time Machine» num espetáculo único. A vontade de experimentar é comparável a um homem poderoso com uma enorme vontade de mudar o mundo e os RIVERSIDE são um ótimo exemplo dessa teoria quando posta em prática. Ao longo da última década, a banda liderada pelo talentoso Mariusz Duda nunca se furtou a correr riscos e, sem medo de se estatelar no chão, mergulhou de cabeça numa ambiciosa agenda de revitalização do metal progressivo. Pegando nas sementes plantadas durante os anos 70 por nomes como Czeslaw Niemen ou SBB e por toda uma geração de músicos apostados em mostrar ao mundo a sua audácia criativa após a queda do comunismo, o quarteto de Varsóvia começou por ter um papel crucial no fortalecimento do movimento progressivo no seu próprio país e, de seguida, tratou de dar que falar além-fronteiras. Hoje é visto como o melhor sucedido e mais aplaudido coletivo a sair do movimento neo-prog polaco. Apoiados num fundo de catálogo em transformação constante, os músicos transformaram-se num sucesso entre os apreciadores da fusão rock/metal progressiva e, após a aplaudida estreia em solo nacional há dois anos, vão regressar a Portugal no dia 30 de Outubro para apresentar o sexto álbum de originais, «Love, Fear And The Time Machine», no Paradise Garage, em Lisboa. Desde que se juntaram, em 2001, os RIVERSIDE protagonizaram um muitíssimo interessante processo de evolução, que lhes permite estar agora – mais de uma década depois de terem lançado o primeiro álbum – a atravessar um dos momentos mais inspirados da sua carreira. Tendo feito "suporte" aos ícones Dream Theater e diversas digressões em nome próprio pelo velho continente, o quarteto é hoje uma referência tanto no campo do metal como do rock e a sua base de fãs não para de crescer, sintoma de que continuam a fazer música tão relevante como quando começaram a tocar juntos. O álbum de 2009 «Anno Domini High Definition», por exemplo, entrou de rompante para o primeiro lugar na tabela de vendas no seu país natal e, entretanto, já lhes valeu um disco de ouro, sendo que em Julho de 2011 atuaram na versão polaca do festival Woodstock frente a uma audiência de mais de meio milhão de pessoas. Dúvidas restassem, é fácil perceber que não se trata "só" de mais uma banda. Apoiado em composições técnicas q.b., mas profundamente emocionais, fazem música tão enigmática quanto envolvente, capaz de apelar, simultaneamente, aos apreciadores de nomes como Porcupine Tree, Tool ou Opeth e a todos e quaisquer melómanos sedentos de peso progressivo e inovador. Começando com a fusão prog rock/metal densamente atmosférica e obscura do registo de estreia em 2003, osRIVERSIDE encontraram rapidamente o seu próprio lugar na tendência e acompanharam de perto a mudança de perspetiva que a permeou na viragem para o Séc. XXI. Com a edição da trilogia Reality Dream, composta por «Out Of Myself», «Second Life Syndrome» e «Rapid Eye Movement», o quarteto transformou-se numa das principais propostas a ter em conta dentro do novo movimento europeu do prog. Nada interessados em ficar sentados à sombra do seu sucesso, Mariusz Duda no baixo e na voz, Piotr Grudziński na guitarra, Michal Lapaj nos teclados e Piotr Kozieradzki na bateria ensaiaram então uma profunda revolução no seu som. Adotando uma visão mais futurista e uma sonoridade mais moderna, «Anno Domini High Definition», de 2009, deu início à mudança de pele, concretizada na sua plenitude quatros anos depois, com o lançamento do muito bem recebido «Shrine of New Generation Slaves». Agora aguarda-se com expectativa o próximo passo no processo evolutivo do grupo... Com data de edição apontada para Setembro de 2015, «Love, Fear And The Time Machine» promete mais uma afirmação de carácter por parte de uma banda com uma personalidade única e fácil de identificar de imediato, um talento raro nos dias que correm.
Os Riverside tomaram forma quase por acidente. Corre a lenda que, certo dia, dois dos seus membros, o guitarrista Piotr Grudziński e o baterista Piotr Kozieradzki, estavam num carro a ouvir um disco dos Marillion e decidiram formar uma banda. Corria o ano de 2001 e ambos tocavam metal na altura – em bandas como os Hate, Unnamed e Dominion – mas mantinham também um interesse comum pelo rock progressivo, por isso decidiram juntar-se a Jacek Melnicki, amigo de ambos, teclista e dono de um estúdio, para começarem a experimentar com o estilo. Mariusz Duda, multi-instrumentista e vocalista dos Xanadu, junta-se ao trio como baixista ainda antes do final desse ano para os primeiros ensaios e os resultados da colaboração revelaram-se desde cedo extremamente positivos. Depois de um período de experimentação que deu origem aos primeiros temas, Duda opta por acumular também a função de vocalista, sendo que no final de 2002 o quarteto já tinha gravado a maqueta de estreia e dado um par de concertos em Varsóvia. No ano seguinte, já a meio do processo de conceção do álbum de estreia, Melnicki decide abandonar o grupo para se dedicar a 100% ao seu estúdio, mas o trio formado por Duda, Grudziński e Kozieradzki continua a misturar o material já registado e começa à procura de um substituto para o lugar deixado vago, acabando por encontrar eventualmente Michal Lapaj. Quando foi finalmente editado, no fim de 2003, «Out of Myself» transformou-se num inesperado sucesso comercial na Polónia, sendo reeditado em Setembro do ano seguinte pela editora norte-americana Laser's Edge, que lhes permitiu chegar pela primeira vez a uma audiência mais vasta. Foi em 2004 que atuaram pela primeira vez fora do seu país – no festival Progpower, na Holanda – e a resposta do público foi tão entusiasta que esgotaram o stock de CDs que tinham consigo. Aproveitando o embalo, começam a trabalhar no EP «Voices in My Head» – que é lançado logo no início de 2005 – e, pouco tempo depois, assinam contrato com a InsideOut, que trata de reeditar os lançamentos anteriores do coletivo a nível internacional. Antes do ano chegar ao fim, o influente selo edita também «Second Life Syndrome», o muito esperado segundo longa-duração. À data de edição, o disco é recebido com aplausos unânimes por parte da imprensa e dos fãs, levando-os pela primeira vez aos Estados Unidos para tocarem no NEARfest em Bethlehem, na Pensilvânia. «Second Life Syndrome» é visto como o disco que tornou osRiverside conhecidos internacionalmente, tendo sido mencionado como um dos melhores lançamentos de 2005 por Mike Portnoy, na altura baterista dos Dream Theater. Daí que, quando lançaram o terceiro registo de longa-duração, em 2007, já fossem considerados um dos maiores nomes do metal de pendor progressivo atual. A digressão de apoio aos Dream Theater que fizeram no Outono de 2007 e a edição do muito aplaudido «Rapid Eye Movement» não só alargaram os horizontes criativos do projeto como também a sua base de seguidores, que não mais parou de crescer. Em 2008 lançam o seu primeiro disco ao vivo – «Reality Dreams», captado num espetáculo em Lodz – e Duda aproveita a pausa na composição de novo material para se estrear com o projeto Lunatic Soul. Apesar da falência da SPV, a casa-mãe da InsideOut, o ano seguinte acaba por ser de enorme atividade, com a edição de «Anno Domini High Definition» em Junho. O álbum mostra uma inflexão estilística por parte dos músicos, mas irrompe pela tabela de vendas na Polónia e, em apenas duas semanas, trepa aos lugares cimeiros – acabando por valer-lhes um disco de ouro por vendas superiores a 10,000 cópias. Em 2010, Mariusz Duda lança o segundo álbum com os Lunatic Soul e, após um hiato de quatro anos, os Riverside voltam finalmente aos lançamentos de originais com o muito aplaudido «Shrine of New Generation Slaves» em Janeiro de 2013. Já em Março deste ano o quarteto de Varsóvia entrou em estúdio para gravar o seu muito aguardado sexto registo de originais – «Love, Fear And The Time Machine» tem data de edição agendada para o início de Setembro. Os bilhetes para o concerto custam 20€, à venda nos locais habituais. |
Machine Head ao vivo nos Coliseus com digressão europeia
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Fat Freddy's Drop apresentam novo álbum "Bays" em Lisboa
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Muse com concerto extra em Lisboa no dia 3 de Maio
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The Tallest Man On Earth: em concerto único em Lisboa
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Savages em concerto surpresa no Lux Frágil
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Symphony X: ao vivo no Paradise Garage
| SYMPHONY X |
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| Underworld LIVE |
| 28 Fevereiro - Paradise Garage (Lisboa) |
| Abertura de Portas: 20h00 - Inicio espetáculo: 21h00 |
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Os maestros do power metal progressivo regressam a Lisboa para apresentar «Underworld», o seu mais recente registo de estúdio. Para a maioria dos fãs de power metal progressivo, os SYMPHONY X não precisam de introduções. Ao longo das últimas décadas, o quinteto liderado pelos talentosos Michael Romeo e Russell Allen não só assumiu sem receios o papel de principal porta-estandarte da tendência como tem conseguido manter a sua posição como uma das bandas mais consistentes e prolíficas de que há memória neste espectro desde que, em 1994, se mostrou ao mundo com a sua estreia homónima. Apoiado num catálogo sem mácula, alicerçado numa inteligente fusão dos arranjos cerebrais dos Rush, da técnica dos Deep Purple e do peso obscuro herdado dos Black Sabbath, os músicos norte-americanos têm assinado alguma da música mais tecnicamente proficiente, diversa, dinâmica e, simultaneamente, acessível e orelhuda de que há memória recente no vastíssimo universo do metal de tendências progressivas. Hoje são um dos nomes mais aplaudidos entre as hordas de apreciadores do peso sonoro que não se limita apenas ao óbvio e ao previsível. Não é, de resto, preciso pensar muito para perceber que, mais de duas décadas depois de terem dado os primeiros passos, os SYMPHONY X não são só mais uma banda qualquer. Seja o imenso talento de Michael Romeo na guitarra, o poderio vocal de Russell Allen, a proficiência imaculada dos restantes elementos do grupo ou o facto de manterem a formação intocada há mais de quinze anos, a verdade é que estes nativos dos Nova Jérsia tem muita coisa a jogar a seu favor. Uma dessas qualidades é, sem qualquer dúvida, o facto de – ao contrário de muitos dos seus competidores diretos – fazerem questão de provar a cada oportunidade que têm que, afinal, técnica não tem obrigatoriamente de ser sinónimo de exibicionismo instrumental. Apesar de serem músicos de exceção, ao nível dos que conseguem pôr uma plateia de pares a questionar as suas capacidades, o quinteto também consegue escrever canções muito bem estruturadas, com princípio meio e fim e com ganchos que agarram o ouvinte pelo colarinho do primeiro ao último momento. Editado a 24 de Julho último, «Underworld» é o mais recente registo de longa-duração dos SYMPHONY X e mostra o grupo – que fica completo com Michael Pinnella nos teclados, Mike LePond no baixo e Jason Rullo na bateria – a mergulhar de cabeça na sua abordagem tão agressiva como épica ao som eterno. Ao nono lançamento de estúdio, o coletivo dá continuidade ao seu processo de crescimento e consegue o impensável, assinando um disco incrivelmente desafiante em que elevam as composições neoclássicas de Romeo a um patamar superior de intensidade e maturidade. Famosos pelos concertos arrebatadores e cheios de garra contagiante, os músicos norte-americanos preparam-se agora para traduzir ao vivo a grandiosidade de «Underworld» numa digressão europeia que os vai trazer de volta a Portugal. Quatro anos depois de ter deixado a sua marca indelével na Incrível Almadense e no Hard Club, o quinteto regressa finalmente ao nosso país para, no dia 28 de Fevereiro, apresentar o seu novo álbum num espetáculo único no Paradise Garage, em Lisboa. Os bilhetes para o concerto custam 22€, à venda a partir do dia 25 de Setembro, nos locais habituais.
Corria o ano de 1994 quando se começou a ouvir um murmúrio muito distante vindo do outro lado do Atlântico, cortesia do prodigioso guitarrista Michael Romeo. Uma gravação a solo e autofinanciada revelou ao mundo um músico de exceção, um dos últimos Messias das seis cordas do Séc. XX, que nos anos seguintes construiu de forma inteligente a carreira de um projeto que abalou as estruturas do metal progressivo. Misturando de forma inovadora heavy metal, rock progressivo e influências neoclássicas, os Symphony X deram à luz uma fórmula brilhante, posteriormente adotada por toda uma nova geração apostada em seguir-lhes os passos. No entanto, durante anos, mantiveram-se como um dos segredos mais bem guardados de grande maioria dos metaleiros. A trabalhar ainda na sombra do underground, lançaram os quatro primeiros álbuns – «Symphony X» em 1994, «The Damnation Game» em 1995, «The Divine Wings of Tragedy» em 1997, «Twilight In Olympus» em 1998 – e construíram uma base de seguidores dedicados nos Estados Unidos, na Europa e, particularmente, no Japão. No início começaram por apelar sobretudo aos apreciadores do metal mais virtuoso, mas com a sua atitude um pouco mais direta do que é habitual nestes meandros, não tardaram muito a transformar-se num caso raro de sucesso. Chegado o Séc. XXI, foram convidados por Dave Mustaine, dos Megadeth, para participarem na sua Gigantour e, finalmente expostos a plateias esgotadas de potenciais fãs que começaram a descobrir o seu fundo de catálogo, explodiram de uma vez por todas em termos de popularidade com «V: The New Mythology Suite» e «The Odyssey» - de 2000 e 2002, respetivamente – e estabeleceram-se como um dos mais visíveis e aplaudidos bastiões de um estilo em franco crescimento. Oito anos depois de «Paradise Lost», um ambicioso concept baseado no famoso poema do britânico John Milton, e quatro após «Iconoclast», um registo menos subtil e mais direto ao assunto em que trataram de recuperar a garra que sempre os caracterizou, o grupo volta agora às edições com um soberbo «Underworld». No nono álbum de originais em mais de duas décadas de carreira, o quinteto formado por Romeo na guitarra, Allen na voz, Pinnella nos teclados, LePond no baixo e Rullo na bateria serve mais uma soberba coleção de metal progressivo com os ganchos e os refrões todos nos sítios certos e as guitarras, as teclas e a voz em grande destaque, originando temas que soam majestosos, épicos e envolventes. Em suma, apesar de um limar de arestas bem notório, a fórmula que os tornou famosos em primeira instância não mudou assim tanto com o passar dos anos, mas os Symphony X de 2015 soam ainda mais focados, agressivos e pesados do que alguma vez foram. |
Cat Power com duas datas em Portugal
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