×

Alerta

JFolder: :ficheiros: caminho não é uma pasta. Caminho: [ROOT]/images/FotoReportagens/2012/ANaifa_14Abril_CineTLoule/
×

Aviso

There was a problem rendering your image gallery. Please make sure that the folder you are using in the Simple Image Gallery Pro plugin tags exists and contains valid image files. The plugin could not locate the folder: images/FotoReportagens/2012/ANaifa_14Abril_CineTLoule/
Ruben Viegas

Ruben Viegas

quinta, 14 junho 2012 05:19

Optimus Primavera Sound 2012: Dia 9

OPTIMUS PRIMAVERA SOUND 2012

9 de JUNHO

TheXX-494

AMBIENTE

Chuva e cancelamentos – os dois momentos marcantes do terceiro dia de festival no Parque da Cidade do Porto, mas que foram imediatamente esquecidos pela actuação de Kings Of Convenience no palco optimus, The Weekend e Wavves no palco Club e, para terminar, momento solene para The XX.

Afinal os deuses não devem ter gostado da festança que foi o segundo dia de festival e decidiram bombardear-nos com nuvens e chuva para cima das nossas cabeças. Não foi nenhuma tempestade como o Furacão Katrina, mas a chuva e o vento fizeram sentir-se de modo a que o Optimus Primavera Sound se tornasse uma espécie de Glastonbury. Os calções deram lugar a calças e os chinelos a botas e galochas (mesmo assim houve quem fosse de chinelos!). Impermeáveis e guarda-chuvas também fizeram parte da indumentária!

Neste terceiro dia de festival ao ar livre os caminhos tornaram-se lamacentos, mas mesmo assim nada impeditivos para quem queria escutar os artistas do dia. Logo a abrir, os lisboetas Gala Drop fizeram as honras musicais no palco Primavera apresentando o seu mais recente disco – “Broda”. Os espanhóis The Right Ons primaram no palco Optimus e Veronica Falls entraram, pontualmente, com lotação ultra esgotada. Muitos estavam apenas a abrigar-se da chuva, mas acabaram por colaborar e bater o pé. O quarteto londrino bem que podia ter trazido o sol com as suas canções, mas até eles vieram preparados para o frio com as suas roupas de flanela.

Para um balanço final, às 19 horas, a organização convocou uma conferência de imprensa. Em suma, o balanço é bastante positivo! A marca Primavera Sound está consolidada em Portugal e esta edição é mesmo a prova disso. A dinamização da cidade do Porto, a atracção turística e o desenvolvimento económico para o país, são as razões apontadas para o facto de a marca espanhola ter escolhido Portugal, colocando o nosso nome no mundo. Só nesta primeira edição do festival em Portugal, cerca de 70% do público era estrangeiro o que significa que, de facto, o impacto da marca vale tudo. Quanto a novas datas para a próxima edição, essas só serão divulgadas em Julho, mas 2013 pode contar garantidamente com o certame na cidade do Porto! Aguardamos ansiosamente por mais novidades! Mas visto que a chuva não dá tréguas e em dia de jogo de selecção nacional com a Alemanha, há que zelar pelo bem-estar de quem trabalha. Para tal, tivemos direito a um televisor com a exibição em directo do jogo. Parece é que na Ucrânia há mais água do que aqui em todo o recinto…

Ao longe, os Spiritualized fazem-se ecoar com a chuva e o vento a bater na cara da pequeníssima multidão colorida que não arredava pé. De manga curta e acompanhado por um duo coral de gospel, Jason Pierce, de guitarra em punho, tocou resistentemente durante uma hora. No palco ao lado, já havia um pequeno número de pessoas para assistir à aguardada e ansiosa estreia de Dead Cab For Cutie. Contudo, infelizmente, devido a problemas técnicos no palco (e ainda momentos antes a organização havia confirmado que estava tudo em condições e preparado para chuva!) a banda teve que cancelar pois “tem de seguir viagem e não pode aguardar que as condições do palco sejam repostas". Por alguns momentos viu-se alguns rostos desolados e descontentes totalmente compreensível. Como não há uma sem duas, James Ferraro viu o seu concerto cancelado, mas por sua culpa (ou de outra pessoa qualquer) pois segundo o comunicado à imprensa, o artista e a sua banda não conseguiram apanhar o avião devido a um imprevisto. Nem os Bodyguards o salvaram!

A escolha do nome de uma banda é factor crucial para o seu reconhecimento e, ao longo destes dias de festival, ouviu-se / leu-se nomes um pouco estranhos. Um dos nomes que não combina com a banda são os I Break Horses. Felizmente a chuva deu tréguas e como nada se passava nos outros palcos, o anfiteatro do palco ATP encheu para receber a banda. Directamente da Suécia, Maria Lindén e Fredrik Balck perpetuaram uma actuação doce e simpática com muito nevoeiro em palco provocado pelo exagero de fumo, mas de deu um toque místico que as suas músicas requerem. Uma das canções mais marcantes foi «Winter Beats» que climatizou muito bem o concerto.

Enquanto no Palco Optimus ainda decorriam as limpezas e montagem de luzes, no palco Primavera os The Afghan Wings faziam a festa. Finalmente podia-se escutar rock à séria sem levar com a chuva no rosto. Com um guarda-roupa a relembrar Interpol de tão sóbrios que estavam, os norte-americanos mostraram e bem que o rock se pode fazer com alguns sintetizadores e um violoncelo à mistura, para além do cliché de guitarras e baterias pujantes. Houve quem fosse a correr e a saltar por entre o vale para os ver de perto, por isso se tornou até um pouco emocionante ver o anfiteatro cheio de gente. No alinhamento escutamos «Crime Scene», «Slave», «Uptown Again» e o êxito «Gentleman». Aplauso ao rubro para estes homens!         

No outro lado do recinto, a área de restauração começa a ganhar adeptos que ali se preparam para aconchegar o estomago e para ver a desilusão da nossa Selecção. Contudo, ainda há pessoas inteligentes que estão mais interessadas na música do que no futebol. A tenda do Club estava à pinha para receber The Weeknd e deliciarem-se com a performance de Abel Tesfaye com o seu R&B remisturado. «High for this», «Dirty Diana», «House of Balloons» e «Wicked Games» colocaram os presentes numa outra dimensão – uma dimensão própria cheia de amor no ar e de grande sedução. Durante uma hora, The Weeknd estiveram sempre “a bombar” partilhando um pouco da concorrência a Lee Ranaldo que tocava no palco ATP.

Voltamos então ao palco Optimus que finalmente está arranjado. Na edição passada do Festival Paredes de Coura, os Kings of Convenience foram reis e senhores de um dia abençoada pelo sol (durante a tarde) e pelo calor (durante a noite) iluminados pela lua. Neste último dia de festival ao ar livre, o Parque da Cidade foi o cenário perfeito para os receber – não esquecer que vêm substituir a Bjork que havia cancelado a sua presença atempadamente. Afinal de contas os Noruegueses sabem como fazer um bonito-doce-sentimental espectáculo, deixando toda a plateia igualmente rendida. Durante a tarde parece que Erlend Oye andou a passear pelo recinto a tirar fotografias e tudo.

"Boa noite, nós somos os Kings of Convenience, viemos de Bergen e é a segunda vez que estamos no Porto... e parece que estão 5 vezes mais pessoas do que da última vez” – foi assim que a banda de apresentou a todos os espectadores depois de cantarem «My ship isn’t pretty». Seguiu-se «Cayman Islands» e a audiência que cobre quase na totalidade todo o recinto começa a entrar em êxtase, pegando em tudo o que têm à mão para registar o momento: telemóveis, máquinas fotográficas, tudo em bom nome da partilha nas redes sociais. «Love is no big truth», «"I Don't Know What I Can Save You From», «Failure» e «Homesick» também fizeram parte do reportório sendo que a dada altura houve um certo momento de impasse de continuidade do concerto. No palco ATP decorria o concerto de Dirty Three cujos amperes estavam no mais infinito, ou seja, todo o som se espalhava e se intrometia no silêncio que o duo queriam e precisavam para entrar no espirito que gostam de provocar. “Vão ter que imaginar o silêncio” e todos obedecemos. «Mrs. Cold» não faz esfriar o clima, mas sim aquecer os nossos corações e até um grupo de admiradores da banda dançava a largos passos rasgados. Já no final, «Misered» proporciona aplausos intergalácticos, «Boat Behind» com o refrão “I could never belong to you” transforma-se numa música disco já com os restantes músicos em palco, e para terminar «I rather dance with you». Temos direito a encore, apenas com o duo em palco e envergando uma bandeira de Portugal pelas costas. Mais uma actuação bonita, simpática, bela que nos deixou derretidos.

Saint Etienne não encheu as medidas com o seu fato branco reluzente e as suas plumas ao pescoço e Washed Out até que protagonizaram um concerto engraçado, mas que acaba por ser um pouco repetitivo. Aproveitámos o momento para descansar um pouco pois The XX seria o culminar do cartaz. E assim foi. Os britânicos Oliver, Romy, Jamie regressaram a Portugal para uma performance única, celebrada com grandes aplausos e emoções à flor da pele. No palco há um X quase gigante em acrílico, as suas roupas também estão assinaladas com essa marca e até os microfones. «Islands», «Crystalized», «Heart Skipped a Beat», «Basic Space», «VCR» e até a «Intro» foram causadores de grandes histerismos demonstrando que a sua pop experimental está intrínseca nos corpos dos ouvintes. Foram, sem sombra de dúvida a melhor opção para o encerramento do palco principal desta primeira edição de Optimus Primavera Sound 2012. Todas as bandas que passaram pelo certame fizeram história.

MUJERES

GALA DROP

THE RIGHT ONS

VERONICA FALLS

SISKIYOU

SPIRITUALIZED

BAXTER DURY

SLEEPY SUN

I BREAK HORSES

THE AFGHAN WHIGS

THE WEEKEND

LEE RANALDO

KINGS OF CONVENIENCE

WAVVES

SAINT ETIENNE

WASHED OUT

FOREST SWORDS

THE XX

JOHN TALABOT

EROL ALKAN

Texto: Ana Cláudia Silva

Fotografia: Hugo Lima / Daniel Fangueiro / Miguel Oliveira

quinta, 14 junho 2012 02:45

Optimus Primavera Sound 2012: Dia 8

OPTIMUS PRIMAVERA SOUND 2012

Dia 8 de Junho

Ambiente-244

AMBIENTE

O São Pedro parecia ter dado tréguas ou então teria reencontrado o seu amor e parou de chorar. O dia agradável na ordem climatérica, confluiu e muito com o segundo dia de festival Optimus Primavera Sound 2012 onde se respirou sonoridades marítimas dando destaque para os norte-americanos Tennis em estreia em Portugal e ao espectáculo mega-super-supremo dos The Flaming Lips.

Às 17 horas em ponto o grupo Linda Martini subiu ao palco primavera onde mais uma vez a paisagem natural abona a seu favor. Sem a enchente que se verificou no festival Paredes de Coura na edição de 2011, a banda teve o apoio do seu público fiel e também de alguns curiosos. Hélio Morais, baterista e líder do grupo deixou ainda uma mensagem para todos: “O Porto tem um jardim do caralho, por isso, bora lá preservar isto. É mesmo lindo!”. Os êxitos «Dá-me a tua melhor faca», «Amor de Combate» a canção de (des)amor e que deu origem a uma guitarra partida, «Juventude sónica» música que não tem idade, «Belarmino» dedicada ao falecido cineasta Fernando Lopes e «100 metros sereia» não foram esquecidos e protagonizados cheios de energia quer pela banda, quer a receptividade da plateia. No final, e ainda ao som do refrão “foder é perto de te amar, se eu não estiver perto”, Hélio Morais atira-se para cima do público, sendo levado dessa forma até à cabine de som. Não sei se são as letras das suas músicas que fazem Linda Martini tornarem-se belos ou se é a paisagem idílica que os rodeia. Certo é que por onde quer que passem, deixam muita emoção no ar!

Por acaso há que destacar a responsabilidade ambiental por parte da organização do festival. Havia ecopontos espalhados por todo o recinto. Só é pena que as pessoas colocassem as beatas no chão, ao em vez de utilizarem os cinzeiros portáteis distribuídos com o saco de piquenique. Outra curiosidade: em vários pontos do recinto havia uns telescópios para podermos ver “as estrelas mais de perto” e vaia a pena espreitar. Por entre espreitadelas nas estrelas do céu e nas estrelas em palco, podia e devia-se espreitar a barraquinha de provas de vinho do Douro. Um excelente cartão-de-visita!

We Trust, ou melhor, André Tentugal e os seus amigos, estão em alta performance. Depois do sucesso com o single «Time (Better non stop)», a aposta em «Once at a time» dita a confirmação de que o álbum de estreia “This New Country” é um álbum para se degustar aos poucos. Com um trio de sopros e os restantes membros que acompanham André Tentugal nesta viagem musical, músicas como «Reasons», «Again» e «Tell Me Something» tornam-se especiais. Contudo o público só se tornou mais audível quando se canta o refrão “Better non stop” vezes sem fim e onde havia muitos sorrisos estampados no rosto. “This Time The Truth” foi a música que encerrou o concerto dando um toque extremamente primaveril ao ambiente tendo em conta que perto de metade do público encontra-se sentado com as suas toalhas a aproveitar o sol. Para quem ficou com saudades do concerto, os We Trust estão confirmados no cartaz deste ano do festival Optimus Alive’12.

Enquanto os Yo La Tengo davam os seus primeiros acordes e a multidão acorria para ver a banda de Nova Jérsia, aproveitamos para dar uma volta aos outros palcos. Afinal o Palco ATP não fica assim tão longe do palco Primavera e é igualmente soberbo. O anfiteatro natural estava repleto de uma luz fantástica e de pessoas a descansar sentadas na relva enquanto bebericavam uma cerveja ou um copo de vinho e até a fazer bolas de sabão. Há muito que se aguardava com ansiedade um concerto dos norte-americanos Tennis que o ano passado estiveram presentes no Primavera Sound de Barcelona. Às 19h30 o casal Alaina Moore e Patrick Riley juntamente com mais dois elementos (baterista e teclista) e que trouxeram consigo dois álbuns: “Cape Dory” lançado em 2011 e “Young & Old” lançado recentemente e de onde foi extraído o single «Origins» que roda nas rádios nacionais. De repente, a partir da segunda música do alinhamento «South Carolina», são muitos os que correm para espreitar este duo/quarteto que ao longo de 45 minutos nos fizeram sonhar por entre canções como «Deep In The Woods», «Petition», «High Road», «It All Feels» e o brilhante «Sea Farer». A combinação da voz feminina e de melodias bronzeadas com cheio a praia trazem-nos recordações saborosas e deixa-nos imediatamente melancólicos (mas no bom sentido, atenção).

Passamos então para o palco principal, o palco Optimus onde a irreverência com uma pitada de sobriedade se une num casamento perfeito – Rufus Wainwright. O artista que no dia anterior este em Lisboa para um concerto em nome próprio, junta-se ao festival com um alinhamento muito diversificado com muitos êxitos à mistura. Vestido a preceito (umas calças brancas com listas pretas, um blazer preto com uma flor na lapela), o cantor canadiano foi a escolha perfeita para fazer a ponte entre o pôr-do-sol e a noite com uma lua brilhante. «Greek song» fez com que Rufus pedisse para que rezássemos pelo povo grego cantando um pouco de «Hallelujah», seguindo-se de «April Fools», «The One You Love» e «One Man Guy» esta última interpretada em dueto com a voz feminina Teddy Thompson, dona de uma voz espectacular e de causar arrepios. Mas Rufus terá mais complexos, começando com o seu próprio país quando pergunta se há americanos na plateia antes de interpretar «Going To Town». Pelo meio do espectáculo ainda se ouviu «Out Of The Game» single que dá título ao seu último trabalho discográfico e «Perfect Man». Quase sempre de guitarra na mão, Rufus Wainwright continua a ser sempre uma boa aposta em festivais nacionais e um óptimo anfitrião cujo carisma não tem fim!

A correria para o palco Primavera ocorreu ainda antes de Rufus terminar as últimas notas de «Bitter Tea». No palco ao lado já se avistavam balões coloridos, amplificadores cheios de autocolantes com efeito arco iris e o desassossego invadia a nossa mente. The Flaming Lips , grupo liderado por Wayne Coyne (que esteve durante algum tempo a aplaudir os seus amigos Yo La Tengo durante a actuação dos mesmos) deram o melhor espectáculo visual, até agora, de todo o certame e dificilmente será superado! Tudo se resume a: milhões de confettis, serpentinas, um megafone que deita fumo, dois grupos de raparigas vestidas como a Alice no País das Maravilhas mas com trajes mais curtos, Wayne Coyne a entrar para dentro de uma bola de plástico gigante e a andar por cima do público, mais confettis, mais serpentinas, mãos gigantes que exalam raios lazer, um alien a dançar em cima do palco… Enfim, um número cénico absolutamente fantástico e de nos deixar de boca aberta. Todo este espectáculo já é conhecido (nem se que seja de ter ouvido falar) por quase todos, mas mesmo assim não deixa de ser repetitivo e enjoativo. A festa estava instalada e todos, sem excepção, saíram de lá autenticamente maravilhados. «The Yeah Yeah Yeah Song», «Pompeii Am Götterdämmerung», «What Is The Light» e «Race For The Prize» foram algumas das músicas que aqueceram o público, deixando para o fim «Do You Realize» num segundo encore que nos encheu a alma e o recinto cheio de confettis que pareciam nunca mais acabar. De echarpe pele de raposa (?) o vocalista prometeu regressar ao Parque da Cidade do Porto para poder voltar a ver aquela beleza natural, elogiando bastante toda a organização do certame. Um concerto que ficará durante muito tempo na memória.

Parece que em Black Lips a loucura foi total… E que diga o vocalista quando na segunda música vomitou para cima do palco (ouvimos dizer e ainda vimos uma fotografia que o comprova). Terminada tal euforia, foi hora de correr para o palco optimus onde os Wilco actuaram. No sangue corre-lhes uma sonoridade entre o folk e o rock, mas do bom, daquele que ainda se sente a pura raiz norte-americana e que influencia outros artistas. Sobressai nos nossos ouvidos o mais recente «Dawned On Me» que tem passado em alta rotação nas rádios nacionais. Em simultâneo, Alan Palomo, vocalista dos Neon Indian, tocava as canções do seu último trabalho “Era Extraña” já apresentado em Portugal o ano passado no Festival Sudoeste TMN na qual a receptividade não foi tão boa como no Optimus Primavera Sound 2012. A tenda do palco Club estava completamente lotada para ouvir «Polish Girl» e «Phychic Chasm», mas o som não parecia estar nas melhores condições. Alan Palomo confessou que este era o último concerto desta tour e que pretende trabalhar num próximo disco. Por cá ficamos a aguardar novidades.

Os repetentes em solo nacional, The Walkman, entreterão o público durante uma hora de concerto, não tão aborrecido como aquele que deram na edição passada do Super Bock Super Rock. Antes do concerto, o vocalista do grupo esteve na zona de imprensa dando algumas entrevistas e deixando-se fotografar sempre com um ar simpático e feliz. Também à mesma hora os aguardados Beach House encheram por completo a tenda do palco Club. Uma má jogada pois mereciam um palco maior de modo a que não tivéssemos de desistir de ficar ali tal não era o sufoco de pessoas encantadas a ouvir o grupo. Aguardamos um concerto em nome próprio para melhor degustação e apreciação. Com tanta gente, a magia provocada pelo grupo acaba por se dissipar, mas quem sobreviveu garante-nos que foi delicioso e nós acreditamos (com uma pontinha de inveja). Do outro lado do recinto só se ouve gritos… parece que soltaram lobos (trocadilho com o nome da banda – Wolves In The Throne Room).

Para encerrar o segundo dia de festival, a organização apostou em M83 que estiveram em Portugal no início do ano e cujas críticas foram muito positivas, designado por alguns como um dos concertos do ano. De facto o espectáculo cénico é muito interessante, cheio de luzes raios lazer e fortemente colorido e dando a noção que o anfiteatro estava cheio de espectadores muito atentos (segundo a organização estavam 22.300 pessoas no evento).

Para casa levamos o coração cheio de luz, cor, alegria e emoção. O Optimus Primavera Sound 2012 afirma-se desta forma como um sucessor agradável de Paredes de Coura e com muita vontade de permanecer na cidade do Porto.


ESPERIT!

LINDA MARTINI

OTHER LIVES
TALL FIRS

THE FLAMING LIPS


NEON INDIAN

SHELLAC

BEACH HOUSE

WOLVES IN THE THRONE ROOM

THEE OH SEES


Texto: Ana Cláudia Silva

Fotografia: Hugo Lima / Nuno Fangueiro /  Nuno Moreira

terça, 12 junho 2012 14:22

Optimus Primavera Sound 2012: Dia 7

OPTIMUS PRIMAVERA SOUND 2012

Dia 7 de JUNHO

Ambiente-035

A cidade do Porto e de Barcelona estão separados por uns «míseros» 1.200 quilómetros, mas isso não foi impedimento para que a versão do festival Catalão Primavera Sound fosse transfigurada e decidisse voar mais alto e aterrar na cidade banhada pelo Rio Douro. Depois de todo o hype instalado e de dois grandes nomes do cartaz (Bjork e Explosions In The Sky) terem cancelado, o Festival Optimus Primavera Sound teve um arranque bastante positivo e 20.700 pessoas (dados estatísticos dados pelos organização) estiveram presentes no certame.

Ambiente - Optimus Primavera Sound 2012

Chegando ao recinto, as pessoas são imediatamente recebidas pela zona de restauração onde a variedade é diminuta e os preços acima da média (há quem pague 2€ por um café, 2.50€ por uma bebida energética). Logo em frente temos um mapa com todas as localizações, um mini-mercado de artesanato e eis que chegámos à paisagem visual. Quilómetros de relva fofinha, o mar no nosso lado direito a fazer-te ouvir e cheirar, quatro palcos estrategicamente localizados e toalhas para piquenique, que a meio da noite já serviam de capas e mantas. Não se avistam rodas gigantes nem filas em busca do brinde perdido, mas o patrocinador oficial distribuiu um kit para piqueniques (inclui uma mala que serve de toalha, sacos para o lixo, um cinzeiro e uma toalhita) e ainda um impermeável que ajudou a proteger do frio e dos borrifos de alguns aguaceiros. Há ainda, junto da entrada principal, um parque de estacionamento para bicicletas que estava quase lotado

Os festivais de verão ditam modas e estilos, quer musicais, quer estilísticos e este não é excepção. O ambiente é o mais descontraído que pode haver! Basta olhar para os ingleses e reparar que nenhum deles teme o frio (calções curtos de cor desgastada). Mas a moda mais importante é a música. É ela que move gerações e nações e por isso o festival ficou entre os 10 primeiros numa lista de festivais de verão recomendados pela revista Pitchfork. Há que sentir orgulho! Para este primeiro dia de festival, quase todos os nomes eram merecedores de ser cabeça de cartaz, tendo esse lugar sido ocupado pelos Nova Iorquinos The Rapture, e também todos os nomes acabaram por ter uma prestação positiva. Ouve uns que aqueceram mais a noite, outros que ficaram a meio gás, mas acho que já me tinha esquecido de uma coisa: nos festivais respira-se música continuamente!

Os Stopestra poderão orgulhar-se de ser a primeira banda a pisar o palco da primeira edição do festival Optimus Primavera Sound 2012. A «orquestra mais incrível do universo» que co-habita no Centro Comercial Stop na cidade do Porto, ocupou toda a área de palco com os seus mil e um instrumentos: entre guitarras, percursões, baixos, baterias, teclados, e um grupo de vozes fantásticas. A simplicidade na indumentária é logo a primeira coisa a destacar e a imagem de marca que os caracteriza. Não são, de todo, uma orquestra convencional, mas essa essência está lá, na transfiguração de algum reportório clássico e na adaptação de músicas rock, funk e metal em algo… surpreendente.

Stopestra

Depois de 45 minutos passados, o espanhol Borja Laudó, ou melhor, Bigott (que de facto se forna imponente com a sua barba e bigode) subiu ao palco Optimus onde apresentou o seu mais recente disco “The Original Soundtrack” editado em 2011. Na plateia sobressaiu-se o público que veio de Espanha pois faziam um coro quase perfeito em todas as músicas. No alinhamento, e com o seu inglês que arranhava, destacou-se pelo refrão «Cannibal Dinner» e «Le Petit Martien» que eram acompanhadas por pequenas danças improvisadas e que animavam o público. Bigott é um nome a continuar a seguir com mais atenção.

Bigott

Alternando para outro palco, o individualismo de Bradford Cox (Deerhunter) não abrilhantou o final de tarde, mas ainda conseguiu captar a atenção do público. A meio gás, Atlas Sound sucumbiu a uma harmónica, a uma guitarra acústica e uns samples gravados e meia dúzia de músicas bem conseguidas. Contudo, há cada vez mais público, ouve-se mais a língua inglesa e espanhola, há toda uma nação hipster por excelência e até o próprio visual de Bradford Cox não é excepção. Consigo trouxe o álbum “Parallax” editado o ano passado e, no final de uma hora de concerto, Bradford confidencia que a cidade do “Porto é uma das minhas cidades favoritas em todo o mundo” partilhando a sua experiência na cidade quando deu um concerto num barco, com os Deerhunter. Ao fundo, por trás dos palcos, é engraçado ver que a vida continua para além do recinto com pessoas a fazer jogging, caminhadas, ou simplesmente a passear e a terem aquelas músicas como banda sonora.

Atlas Sound

Como faz parte do ritual de um festivaleiro, há que deambular pelo espaço e captar a melhor imagem. Contemplam-se muitas pessoas com telemóveis recheados de aplicações e a tirar a melhor foto com efeitos xpto e outras que correm para ficar na primeira fila para ver Yann Tiersen, repetente em terras lusas. A tarde que estava solarenga depressa se cobriu com algumas nuvens carregadas de um cinza ameaçador. Claro que depois caíram umas pingas, o público não desarredou o pé e voltou tudo ao normal. Yann Tiersen, o célebre compositor da banda sonora “O Fabuloso Destino de Amelíe Poulain” foi recebido com extremo entusiasmo por parte dos presentes. Desdobrando-se em homem dos «sete ofícios» – tocou violino, guitarra, órgão e ainda interpretou algumas das suas canções – Yann Tiersen protagonizou um concerto bonito, querido o quanto baste, sempre com aquele ar de melancolia e processo catártico. Talvez seja por isso que tenha tantos fãs. “Skyline”, o mais recente trabalho do inquieto e irreverente (no estilo musical) do artista foi o mote para o alinhamento e para a sua apresentação no festival. Durante todo o espectáculo o verde da paisagem em combinação com a música que se escutava, tornava tudo quase perfeito.

YannTiersen

Depois do êxito «Let’s Go Surfing» entoado por um coro entusiasta de pessoas que se divertiam seriamente, os The Drums trouxeram consigo para o Optimus Primavera Sound 2012 “Portamento” também lançado em 2011 e que também tem uns quantos hits radiofónicos. Nada soa a músicas vindas do outro lado do atlântico, mas sim de uma península britânica onde o pop era rei e senhor nos anos 80 e que tanto influencia esta nova vanguarda de grupos. Desde o guarda-roupa até à sua sonoridade. "Ao fim de três anos em digressão, é muito bom poder estar aqui a tocar no nosso festival favorito, o Primavera Sound", disse o vocalista Jonathan Pierce, o que comprova que o certame original é um sucesso mundial e a sua adaptação ganha o mesmo caminho. «Days», «Me and The Moon» e «How It Ended» compuseram o alinhamento carregado de pop salgada e pastilhada provocada por movimentos rítmicos minimalistas e deambulantes.

The Drums

Outros repetentes no Parque da Cidade foram os britânicos Suede. O grupo que esteve no Top durante os longos anos 90, perderam algum fulgor a partir do novo milénio entre saídas e regressos de Brett Anderson. Os êxitos, esses também permanecem e repetidamente nas nossas cabeças, contudo também já não soam como outrora. Mas a prestação da banda esteve bem e conseguiu arrancar sorrisos, pulos, danças e um brilhozinho nos olhos, sobretudo para aqueles que os viam pela primeira vez! Brett Anderson, o vocalista, mantém-se na mesma, com uma jovialidade fantástica e de meter inveja a muitos. No alinhamento revisitou-se «Animal Nitrate», «We Are The Pigs», «The Birds» e «The Wild Ones» para a devoção de muitos dos presentes. «So Young», «Stay Together», «Beautiful Ones» e para fechar «Still Life» deram ao festival um ambiente magnifico, protagonizado por um bom líder e que vale apena sempre reouvir, rever, relembrar que os Suede existem e que demonstram vontade em continuar nos palcos.

Suede

Para substituir Explosions In The Sky, a organização apostou em Mercury Rev, mas de facto não estiveram a altura tornando-se um pouco monótono e até aborrecido. Para encerrar em chave de ouro e depois de duas datas canceladas no nosso país, os The Rapture subiram ao palco Optimus para um concerto igualmente memorável. O cansaço já era visível nos rostos de toda a gente, mas assim que «In The Grace Of Love», canção que dá início ao concerto, foi o click para despertar a plateia que se manteve fiel. Resumidamente este primeiro dia de Optimus Primavera Sound 2012 foi interessante no ponto de vista de ambiente, de pessoas bonitas e de se escutar música, mas não aqueceu como devia!

Mercury Rev

The Rapture

Texto: Ana Cláudia Silva

Fotografia: Hugo Lima

domingo, 15 abril 2012 03:15

A Naifa: Cineteatro Louletano

A NAIFA

ANAIFA-2109APRESENTAÇÃO DO ÁLBUM " não se deitam comigo corações obedientes"

CINETEATRO LOULETANO 

14 de Abril de 2012

{gallery}FotoReportagens/2012/ANaifa_14Abril_CineTLoule/{/gallery}

Fotografia: Rúben Viegas

domingo, 06 maio 2012 00:51

We Trust: Queima das Fitas de Coimbra

WE TRUST

WeTrust-3109

QUEIMA DAS FITAS DE COIMBRA 2012

5 de Maio

Fotografia: Rui Miguel Pedrosa

segunda, 28 novembro 2011 00:00

Turisas: no Hard Club

TURISAS

Turisas-4647

HARD CLUB - PORTO

27 de Novembro de 2102

Fotografia: André Henriques

Pág. 52 de 137

Sobre Nós

A paixão pela música e fotografia, conciliou para a criação deste site de fotojornalismo, feito com o total profissionalismo de quem pretende ajudar a criar uma página digna de quem procura notícias, fotos e vídeos dos melhores concertos em Portugal.

 

Registo ERC nº 125369
Periodicidade - Mensal
19/06/2024

Últimas Notícias

Promotoras