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Ruben Viegas

Ruben Viegas

quarta, 29 maio 2013 17:46

Dead Can Dance: Coliseu de Lisboa

DEAD CAN DANCE

COLISEU DE LISBOA

28 de Maio de 2013

DeadCanDance-4611

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Fotógrafo: Pedro Almeida

sábado, 01 junho 2013 17:09

Jafumega: Coliseu de Lisboa

JAFUMEGA

COLISEU DE LISBOA

31 de Maio de 2013

Jafumega-00895

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Fotógrafo: Rui M. Leal

sexta, 31 maio 2013 16:49

Peter Murphy: Coliseu de Lisboa

PETER MURPHY

COLISEU DE LISBOA

30 de Maio de 2013

PeterMurphy-1376

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Texto (brevemente): Ana Cavaco

Fotógrafo: Rúben Viegas

sábado, 23 fevereiro 2013 21:20

Steve Harris British Lion: Hard Club

STEVE HARRIS BRITISH LION

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HARD CLUB - PORTO

22 de Fevereiro de 2013

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Fotografo: Hugo Sousa

STEVE HARRIS BRITISH LION

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MOTO CLUBE DE FARO

21 de Fevereiro de 2013

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Fotografia: Rúben Viegas

quinta, 29 novembro 2012 19:28

Meshuggah: Paradise Garage

MESHUGGAH

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PARADISE GARAGE - LISBOA

28 de Novembro de 2012

Considerado por muitos como o ultimo grande concerto de metal de 2012, a primeira actuação da noite pertenceu ao suecos CB Murdoc, a banda deu o mote de entrada por volta das 20 h e 30 m, tocaram cerca de 30 minutos a promover o seu recente álbum de 2012, “The Green” , e tocaram temas como “Devon” ou “ Two in One”.

Preparam a casa com um início de noite de hardcore metal com um twist de Death metal, o Paradise Garage ainda estava a encher enquanto se ouviam temas ruidosos e altamente contagiantes. Apesar do esforço notório, a receptividade ficou aquém das expectativas da banda, é no entanto uma banda com futuro que precisa de consolidar o seu público em Portugal e teremos com certeza, notícias deles num futuro próximo.

Logo a seguir, só com o intervalo para mudar e afinar os instrumentos, entram em palco a os Polacos Decapitaded, banda de Death metal formada na Polónia em 1996, com Rafal Piotrowski à frente da banda, a alma deste projecto musical com muitos altos e baixos desde a sua formação.

O mais recente álbum da banda “Carnival is forever” está aqui para provar isso mesmo, numa actuação intensa, intimidante e muito interactiva com o público, Rafal entregou-se aos temas apresentados e o publico reagiu, retribuindo.

Um Death Metal poderoso, técnico e muito bem executado fez aquecer a noite fria, com temas como “ Pest” e “ The Knife” passando por temas antigos como “Day 69” ou “Spheres of Madness”. Pouco mais que 40 minutos de concerto que valeram a pena ouvir e apreciar.

Por último o grupo sueco MESHUGGAH chegou para apresentar o novo álbum “Koloss”, um potente arsenal sonoro, com excelente técnica e produção. A apresentação deste álbum faz parte da tour europeia “The Ophidian Trek”.

Pouco há a acrescentar ou a dizer sobre uma banda com 25 anos de existência, perfeitamente harmoniosos e tecnicamente perfeitos tocaram e cativaram um público exigente que estava ali para se entregar totalmente á sonoridade incomparável de Meshuggah.

A actuação percorreu temas como “Do Not Look Down” single do último álbum, “The Hurt That Finds You First” sem dúvida uma das melhores composições, ou “I Am Colossus". Passando ainda por temas como “Combustion” ou “Dancers to a Discordant System “ marcaram que “ObZen” álbum de 2007. Sem esquecer clássicos incontornáveis como “Obsidian” e “Bleed”.

DECAPITATED

MESHUGGAH

Texto: Ana Cavaco

Fotografia: Rúben Viegas

quarta, 28 novembro 2012 03:35

The Black Keys: Pavilhão Atlântico

THE BLACK KEYS

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PAVILHÃO ATLÂNTICO - LISBOA

27 de Novembro de 2012

Um dos concertos mais aguardados do ano viria a corresponder algumas das expectativas dos seus admiradores, embora o palco escolhido para a estreia dos The Black Keys em Portugal não fosse o mais indicado. O pavilhão Atlântico apenas lotou a parte de plateia em pé e o som não se fez sobressair como esperado. Contudo, o duo norte-americano formado por Dan Auerback e Patrick Carney conseguiu agarrar o público português fazendo com que este estivesse ao rubro.

A bateria com batida no máximo e fortes riffs de guitarra – foi desta forma que os The Black Keys preencheram o tempo de concerto que acabou por saber a pouco aos inúmeros fãs que se faziam ouvir entre gritos, palmas e coros vibrantes. O começo do concerto não correu tão bem como o esperado e alguns dos presentes comentavam o pior. A inquietude de quem é fã acaba por contestar e não aceitar certos erros de produção. Auerback bem que se esforçou para cantar «Howlin' For You», mas o seu microfone não estava ligado. Mesmo assim, como bons profissionais que são, a dupla norte-americana conseguiu ultrapassar esse pequeno problema e agarrou o público com um alinhamento composto sobretudo pelos seus dois últimos trabalhos – Brothers editado em 2010 e El Camino lançado há um ano atrás. Acompanhados por mais dois músicos (teclas e guitarras), os The Black Keys continuam a sua aventura com «Next Girl» e «Run Right Back», canções que começaram a elevar a fasquia da festividade que se vivia naquele espaço.

O grande objectivo da banda era fazer com que o público dançasse até mais não e assim, com toques de guitarra bastante electrizantes, o grupo revisitou alguns dos seus álbuns mais antigos com os temas «Same Old Thing», «Thickfreakness», «Girl Is On My Mind» e o dinâmico «Your Touch». Pelo meio, o sexy e esperado «Dead and Gone» e o delirante «Gold on the Celling» que fez com que o público se mantivesse entusiasmado.

O embalador «Little Black Submarines» faz com que Auerback puxe do seu isqueiro e com que o público o acompanhe com a luz dos telemóveis e em coro ao longo de toda a canção. Eis que, após uma sequência de canções interligadas por assobios e potentes riffs de guitarra, igualmente acompanhados por um espectáculo visual bastante apelativo, «Lonely Boy» fez-se ecoar por todo o pavilhão onde todos dançavam sem parar! Desta forma, demos conta que o tempo passou extremamente rápido e que o concerto, supostamente tinha terminado.

Após aplausos e apelos de regresso, os The Black Keys regressaram ao palco para um curtíssimo encore - «Everlasting Light» e «I Got Mine». Foi desta forma que a dupla se despediu do público português com a grande promessa de que um dia irão voltar. Espera-se que da próxima vez o espectáculo seja num espaço mais intimista.

THE MACCABEES

THE BLACK KEYS

Texto: Ana Silva

Fotografia: Rúben Viegas

quinta, 15 novembro 2012 05:27

trêsporcento: Ritz Clube

Trêsporcento

tresporcento-32

RITZ CLUBE - LISBOA

APRESENTAÇÃO DO ÁLBUM "QUANDRO"

14 de Novembro de 2012

Na semana que se seguiu ao lançamento de “Quadro”, os Trêsporcento apresentaram-no no Ritz Clube, sala que se encheu para receber a banda lisboeta. A primeira parte foi assegurada pelos Capitão Capitão que, para além da cidade, também partilham a mesma casa mãe dos primeiros, a Azáfama, editora independente fundada em 2010. Os Capitão Capitão parecem empenhados em juntar-se ao comando de outros capitães da nova música portuguesa. Na passada quarta-feira puderam demonstrá-lo, pela primeira vez em trio, e pelo que vimos sairam-se bem. Ao longo de meia hora tocaram sete temas, o último dos quais “Memórias Curtas (Em Curtas Memórias)”, o novo single do primeiro álbum que aí vem, para além dois temas do EP de estreia homónimo, entre outros. Marcada pela guitarra acústica, a música dos Capitão Capitão tem tudo para seduzir os apreciadores de indie folk.


Faltavam vinte minutos para as onze quando os Trêsporcento subiram ao palco do Ritz Clube. Ouviu-se “É Tudo Tão Fácil” do álbum de estreia “Hora Extraordinária”, seguido de “A Medida Do Tempo”, tema que introduziu o novíssimo “Quadro”. As semelhanças com Bloc Party (do tempo de Silent Alarm) são evidentes assim que soaram os primeiros acordes. Tal como outros nomes do novo rock português, os Trêsporcento cresceram musicalmente ao som do revivalismo pós-punk dos Anos 2000 e souberam trazer essa inspiração para a sua música, sem que soasse a colagem. Por cá as referências podem ser encontradas em nomes como Linda Martini de que são exemplos “Quero Que Sejas Minha” e “Dás a Mão e Não Sentes”, este último do EP de estreia homónimo da banda, o primeiro tema a aquecer o ambiente da sala.


De “Hora Extraordinária”, ouviu-se ainda o angustiante “Tira As Lantejoulas”, “Actor Empenhado” e “Elefantes Azuis”, o tema mais popular e aplaudido da noite, ficando o resto do alinhamento dominado pelas músicas do novo álbum. Em “Cidade”, Tiago apresentou Rodrigo que também participou nas gravações de “Quadro”. Este novo elemento subiu ao palco e por lá se manteve nos dois temas seguintes como back vocal, regressando em “Cascatas” ainda antes do encore. Preocupado com os novos temas serem na sua maioria desconhecidos ainda, foi com satisfação que o Tiago e companheiros viram a melodia de “És Mais Sede” conquistar a audiência e “Veludo” a arrancar palmas desde o início, altura em que J.P. Mendes dos Capitão Capitão se juntou ao quarteto (quinteto contando com Rodrigo). Entre aplausos e apelos à compra do novo álbum (à venda no átrio do Ritz Clube), os Trêsporcento sabiam que tinham a noite ganha. Durante a pausa antes do encore o público pediu “só mais uma” em coro. No regresso, mais três temas a começar por “O Dia Em Que Esses Olhos Brilharam”, seguida de “Desgoverno” e finalmente “Espero” do EP de estreia. Quase hora e meia de concerto depois e volvidos dezoito temas, eis que os Trêsporcento dão por terminada a actuação. O alinhamento foi generoso: “Quadro” foi apresentado quase na íntegra, “Hora Extraordinária” esteve bem representado e nem mesmo O EP de estreia ficou esquecido. Entre groupies, amigos, familiares, admiradores ou simplesmente curiosos que se deslocaram ao Ritz Clube, o ambiente era de satisfação generaliazada. Mais do que missão cumprida, os Trêsporcento provaram no sempre difícil segundo álbum estar à altura de nomes já estabelecidos como Linda Martini, em relação aos quais poderão ser vistos como uma versão mais polida. A noite prolongou-se ao som da música indie, por entre dois dedos de conversa ouviu-se “An Honest Mistake” dos The Bravery.


A música dos Trêsporcento pode não ter a juventude dos Capitães da Areia, nem a espontaneidade do rock directo de Capitão Fausto. É mais madura e introspectiva, própria da “idade adulta que já não pode ser ignorada, ainda assim fintada”. O tom sofrido com que Tiago empresta a voz às letras é equilibrado pela melodia omnipresente, uma maravilha para os nossos ouvidos. Longe da promessa de 2009, os Trêsporcento afirmaram-se já como um dos valores seguros no novo rock português. Um segredo que aos poucos vai sendo revelado...

Texto: Bruno Vieira

Fotografia: Eugénio Martins


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