Ruben Viegas
Simple Minds: Coliseu de Lisboa
SIMPLE MINDS
COLISEU DE LISBOA
7 de Fevereiro de 2015
https://checksound.pt/index.php/video/itemlist/user/62-rubenviegas?start=430#sigProId4199c40de1
A banda de que ninguém se esqueceu.
Geração M80 em peso para receber o regresso a Lisboa dos Simple Minds. Depois de uma fila que fazia adivinhar a lotação esgotada do Coliseu dos Recreios, passavam 15 minutos das 9 da noite, quando Jim Kerr, num português perfeito (opinião emitida por um membro da plateia), deu as boas vindas e o mote, ao que viriam a ser mais de 2 horas de concerto, intervaladas por 15 minutos, para descanso. Numa sala onde, literalmente, não cabia mais ninguém, houve ocasião para mostrar os novos temas de “Big Music”, editado o ano passado, e claro para os êxitos da banda que começou a desbravar terreno, no já longínquo ano, de 1977.
Mas foi de anos 80 que se pintou a noite, sonoridades e cenografia incluídas. A acompanhar a banda duas vozes femininas, uma na primeira e outra na segunda parte, que contribuíram para fazer do concerto uma coesa narrativa musical. O espectáculo arrancou com “Let The Day Begin” do último álbum, para depois seguir com mais três canções de “Big Music”, “Blindfolded”, “Broken Glass Park” e “Imagination”. Ainda na primeira parte, tempo para alguns regressos ao passado e para o início das grandes ovações aos acordes de “Dolphins”, “Waterfront” e do mítico “Don`t You (Forget About Me)”.
Já mais dançante, o público acolheu o segundo ato em delírio. Jim Kerr mudou de roupa e assegurou que iria ser ainda mais memorável do que até aí. E foi mesmo. Nas caras dos fãs, claramente acima dos 40, sorrisos adolescentes de quem revivia a cada nota, as épocas mais saudosas da vida. Pelo Coliseu passaram os hinos “Alive Kicking” e “Sanctify”, ovações ruidosas que encerraram a segunda parte.
A viagem no Delorean ao comando dos Simple Minds não estava completa sem o encore, onde a banda revelou uma mistura perfeita entre o passado e um presente, que souberam reinventar. O público teve direito a 6 canções, a última de todas, a versão de “Riders On The Storm” dos “The Doors”. Alma cheia para um espectáculo, de quem ninguém que lá esteve, se vai esquecer. Estão vivos e recomendam-se.
ALINHAMENTO
Intro
Let The Day Begin
Broken Glass Park
Imagination
Stars
American/Home Elect
Honest Town
Love Song
Rivers Of Ice
Dolphins
Waterfront
Don`t You
INTERVALO
Intro
Book Of Brilliant Things/East At Easter
Speed Your Love
Once Upon A Time
All The Things
Let It All Come Down
Someone Somewhere
Midnight Walking
Alive Kicking
Sanctify
ENCORE
Spirited Away
Big Music
She`s A River
Let There Be Love
Belfast Child
Riders On The Storm
Texto: Tânia Gaspar
Fotografia: Rúben Viegas
José González: no CCB
JOSÉ GONZÁLEZ
CENTRO CULTURAL DE BELÉM - LISBOA
19 de Fevereiro de 2015
https://checksound.pt/index.php/video/itemlist/user/62-rubenviegas?start=430#sigProIdbacde8b5e1
Fotografia: Rúben Viegas
Gerard Way: no Armazém F
GERARD WAY
ARMAZÉM F - LISBOA
14 de Janeiro de 2015
https://checksound.pt/index.php/video/itemlist/user/62-rubenviegas?start=430#sigProIde63d602a9f
Fotografia: Rúben Viegas
Solstafir: Hard Clube
SOLSTAFIR
HARD CLUBE - PORTO
28 de Novembro de 2014
ESBEN AND THE WITCH
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SOLSTAFIR
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Fotografia: André Henriques
Epica - DrangonForce - Dagoba: Paradise Garage
EPICA - DRAGONFORCE - DAGOBA
PARADISE GARAGE - LISBOA
29 de Novembro de 2014
EPICA
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DRANGONFORCE
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DAGOBA
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Fotografia:Rúben Viegas
Guano Apes: Meo Arena - Sala Tejo
GUANO APES
MEO ARENA - SALA TEJO
11 de Novembro de 2014
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Texto: Pedro Romão
Fotografia: Rúben Viegas
OneRepublic: Meo Arena
ONE REPUBLIC
MEO ARENA
24 de Novembro de 2014
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Fotografia: Rúben Viegas
John Legend: Meo Arena
JOHN LEGEND
MEO ARENA
8 de Novembro de 2014
“All Of Me Tour”
John Legend aquece corações no Meo Arena
Casais. Casais apaixonados. Muitos. Foi esta a moldura humana que compôs (e bem) o Meo Arena, na noite fria que acolheu a segunda passagem de John Legend por Portugal. Há pouco mais de um ano, no EDP Cool Jazz , o músico norte americano já tinha a sua falange de apoio mas com o hino ao amor “All Of Me” a passar incessantemente na rádio, não é de estranhar que a maior sala de espetáculos do país estivesse praticamente esgotada. Era de amor que todos vinham à procura e seguramente ninguém saiu defraudado.
Pouco passava da hora marcada quando John Legend, piano “em riste”, estabeleceu o tom para o que se iria viver nas duas horas seguintes. Saudou a audiência com “We Were Made to Love” do mais recente álbum “Love In The Future” e seguiu de imediato para a certeza de que a noite seria a melhor que Lisboa teria, com a enérgica “Tonight (Best You Ever Had ”
Comunicativo, o músico quis fazer então uma retrospetiva e recuou ao início do milénio para contar a história da sua carreira. Desde concertos em bares sombrios de Nova Iorque para 5 pessoas (3 dos quais barmen) ao trampolim oferecido por Kanye West que o apresentou a Alicia Keys, Legend contou em acordes o legado que tem deixado na música. Refrões bem conhecidos de Lauryn Hill a Jay Z ou Slum Village, arrancaram os primeiros suspiros da noite. Um sentimento que perdurou no resto do espectáculo.
O que aconteceu de seguida será recordado como uma noite legend(ária) que aqueceu, até o mais céptico dos corações . Temas dos quatro álbuns editados, bónus com as versões de “Like a Bridge Over a Troubled Water” de Simon & Garfunkel dedicada a uma das avós e “Rock Away” de Michael Jackson, fizeram a noite. Houve também espaço para o lado mais enérgico de John Legend, com “Wake Up Everybody” e “Green Light” e êxitos como “Save Room”, Ordinary People” ou “So High”, que demonstram a versatilidade dos mais de 10 anos de carreira. Destaque para a excelência dos músicos que acompanharam Legend e ajudaram a transformar o Meo Artena num espaço intímo e aconchegante, onde até houve espaço para um casal ensaiar uma valsa na plateia.
Faltava apenas o climax que chegaria após um pequeno interlúdio. Às primeiras notas de “All Of Me” já ninguém mantinha o batimento cardíaco. Letra na ponta da língua, telemóveis no ar, num concerto que aconteceu também na audiência. O público teve o queria e John Legend foi o cupido da noite. Que volte mais vezes, que Amor nunca é demais.
Alinhamento:
1. Made to Love
2. Tonight (Best You Ever Had)
3. Let’s Get Lifted
4. Used to Love U
5. Let’s Do It Again / Number One
6. Save the Night
7. Maxine
8. Again
9. P.D.A. (We Just Don’t Care)
10. Save Room
11. Wake Up Everybody (Harold Melvin & The Blue Notes cover)
12. Green Light
13. Rock With You (Michael Jackson cover)
14. Who Do We Think We Are
15. Bridge Over Troubled Water (Simon & Garfunkel cover)
16. You & I (Nobody in the World)
17. Caught Up
18. Ordinary People
19. So High
Encore:
20. All Of Me
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Texto: Tânia Gaspar
Fotografia: Rúben Viegas
Placebo: Coliseu de Lisboa
PLACEBO
COLISEU DE LISBOA
4 de Novembro de 2014
Os Placebo regressaram aos palcos portugueses para apresentar o seu mais recente trabalho Loud Like Love (o sétimo álbum de estúdio, lançado no decorrer de 2013). Depois de casa cheia no Porto, a banda de Brian Molko chegava a Lisboa para actuar perante mais um Coliseu completamente esgotado.
Os Placebo celebram este ano o seu vigésimo aniversário. Este facto tem reflexo na faixa etária da plateia já que é claro que muitos dos que acorreram ao espectáculo seguem a aclamada banda desde os seus primórdios. E tudo isto se torna óbvio quando Brian se deixa mostrar em palco pela primeira vez perante uma gigantesca ovação.
O enérgico início confirma aquilo que já era possível antever depois de uma espreitadela ao alinhamento da noite anterior: mais do que um revisitar a êxitos longínquos no tempo, os Placebo apostaram sobretudo nos seus trabalhos recentes. Ainda assim, e depois de apresentar B3, For What It’s Worth e Loud Like Love; Brian Molko brinda a audiência com um icónico Every You Every Me. O tema do álbum Without You I’m Nothing é acolhido por uma plateia em êxtase naquele que seria um dos pontos altos do concerto.
Os Placebo parecem não ter perdido fôlego ao longo dos anos. Brian Molko mantém-se dono de uma voz inconfundível e de um carisma colossal. Stefan Olsdal, o baixista/guitarrista que o acompanha desde a formação da banda, permanece ao seu lado incansável durante todo o espectáculo. O público agradece e retribui com aplausos intermináveis.
Depois de Scene of the Crime, A Million Little Pieces e Twenty Years, chega a vez de Too Many Friends. O primeiro single do mais recente trabalho de estúdio volta a trazer-nos um momento inesquecível, com Brian em foco a entoar o tema de braços abertos.
Volvidos mais alguns dos temas mais recentes, os Placebo encaminham o espectáculo para a recta final com uma sequência de alguns dos seus êxitos mais reconhecidos: Song to Say Goodbye, Special K e Bitter End. A banda abandona o palco debaixo de uma estrondosa ovação de uma plateia que implora o seu regresso. Não haveria como não voltar.
Para o tão desejado encore, os Placebo reservaram Begin the End, Running Up That Hill (cover de um tema de Kate Bush), Post Blue e Infra-red. Perante um público que teimava em dificultar a sua saída, a banda de Brian Molko acabou por deixar o palco com a promessa de um regresso a palcos portugueses.
PLACEBO
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Texto: Isa Soares
Fotografia: Rúben Viegas
Anastacia: Campo Pequeno
ANASTACIA
CAMPO PEQUENO
24 de Outubro de 2014
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A RESSURREIÇÃO DE ANASTASIA PERANTE MILHARES DE FÃS PORTUGUESES
Foi na passada quinta-feira, dia 23 de outubro, no Campo Pequeno, em Lisboa, que Anastasia com a sua nova Resurrection European Tour, levou ao rubro os cerca de 7000 fãs portugueses que assistiram ao regresso da Diva, após uma luta cerrada com o cancro que a afastou dos palcos durante largo tempo.
Eram 22:00 horas em ponto de uma noite de verão tardio, quando soaram os primeiros acordes de “Left Outside Alone”. A potentissima voz de Anastasia soou no Campo Pequeno para não mais parar durante duas horas. It´s all about music, gritou Anastasia para o público que a saudou com crescente entusiasmo. Mas, foi quando Anastasia confessou as saudades que tinha tido dos seus fãs por ter estado afastada após o cancelamento de “It´s a Man World Tour”, em 2009, que uma estrondosa saudação ecoou pela arena.
“Welcome to my True” levou a assistência ao delirio, num frenético agitar de telemóveis na tentativa de captar o momento. Dona de uma voz única a que muitos chamam a voz do século e sempre em potência máxima, Anastasia é igualmente uma enorme comunicadora. A sua interação com o público foi uma constantedurante o concerto, tendo inclusive respondido de uma forma cheia de humor a algumas perguntas ,tiradas aleatoriamente de uma caixa, que os fãs presentes na audiência lhe colocaram por escrito antes do concerto.
Mas, foi com “Stay” e"Heavy on My Heart" que aconteceu o momento mais emotivo da noite, com a artista a falar abertamente da sua doença e de como não estava preparada para ir embora. As letras cruas demonstram toda a fragilidade e força desta mulher furacão que é antes de mais um ser humano, como diz a canção. No final ela tranquiliza os seus admiradores “ Juro que vou ficar aqui por mais algum tempo, queridos.”
Depois deste momento mais intimista e para descomprimir o ambiente, surgiu o seu lado mais rock star. Com os seus miticos óculos de lentes coloridas a relembrar o inicio da sua carreira, Anastasia arrancou o casaco e dançou com garra ao som dos solos de guitarra. “Estão prontos para um pouco de Rock 'n' Roll?" gritou Anastasia antes de cantar temas incluídos no álbum de covers “It's a Man's World; "Back in Black" original dos AC/DC e o Sweet Child o’Mine”, percorrendo todo o palco com uma camisola dos Guns n' Roses.
A energia de Anastasia é inesgotável e contagiante e com “Broken Wings”, dedicada aos fãs que afirmou lhe deram toda a força necessária para ultrapassar a fase negra, a plateia rendeu-se definitivamente a esta força da natureza, ou como ela própria se chamou “A Freak of Nature”.
Este Tour é também um regresso ao bastante desejado estilo único da artista que junta Soul, Pop e Rock, sonoridade que a Anastasia auto-denominou SPROCK . “Evolution” foi o tema que fez levantar o público das cadeiras, dando início a uma parada non-stop de êxitos como "Stupid Little Things", "Paid My Dues", "One Day in Your Life" e "I'm Outta Love” rumo aos momentos finais de um memorável concerto.
Sem artificios, adereços, bailarinos ou grandes rasgos de iluminação este foi um espetáculo clean feito para homenagear os fãs, a música e, sobretudo o regresso à vida. Não foi preciso nenhuma superprodução a que os mega concertos nos habituaram, para elevar Lisboa a temperaturas extremas. Bastou a música e a voz acompanhada de uma banda de exceção para a multi-premiada artista norte-americana com a sua simplicidade e carisma inspirar as milhares de pessoas que assistiram ao concerto. Bem vinda Anastasia e que por aqui fiques a inspirar-nos por muitos e longos anos!
Alinhamento
Left Outside Alone
Staring at the Sun
Sick and Tired
Pieces of a Dream
Welcome to my Truth
Heavy on my Heart (acústico)
Stay (acústico)
Back in Black (AC/DC cover)
Other Side of Crazy
Sweet Child O'Mine (Guns N' Roses cover)
Lifeline Defeated
Broken Wings Evolution
Stupid Little Things
Paid My Dues
Encore
Freak of Nature (short version)
One Day in Your Life
I'm Outta Love
Texto: Paula Lamares
Fotografia: Rúben Viegas















